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MUDANÇA NA SAÚDE

Mendes e Emanuel usam o mesmo modelo de gestão da Saúde, afirma Lúdio

Segundo o deputado estadual, o modelo de terceirização da saúde pública gera mais gastos ao erário.

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Deputado estadual de oposição, o médico Lúdio Cabral (PT), pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá, afirmou em entrevista o Jornal da Cultural 90.7, desta segunda-feira (11.12), que o governador Mauro Mendes (União) usa o mesmo modelo de gestão para a saúde pública que o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Para o parlamentar petista é preciso mudar a forma como a pasta é gerenciada.

“A primeira coisa é entender quais as razões dos problemas que a saúde pública de Cuiabá e do Estado têm. Tanto a Prefeitura de Cuiabá quanto o Governo do Estado, desde o governo Mauro Mendes na Prefeitura, passando pelo governo Emanuel na Prefeitura e o Mauro Mendes no Governo do Estado, adota o modelo de gestão na saúde que prioriza contratação de empresas terceirizadas para realizar as atividades fim”, afirmou Lúdio.

Segundo o deputado estadual, o modelo de terceirização da saúde pública gera mais gastos ao erário. “Esse modelo de terceirização, primeiro, ele é mais caro, consome muito recurso; e segundo, tem muita rotatividade entre profissionais da saúde. As policlínicas, as UPAs em Cuiabá, a grande maioria são profissionais contratados por empresa terceirizada. Na verdade, quarterizada, porque tem uma empresa terceirizada que contrata um médico como pessoa jurídica”.

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Lúdio Cabral lembrou ainda que 90% da gestão dos hospitais regionais do Governo do Estado também utilizam o modelo de terceirização, o que justifica, segundo ele, não serem observadas melhoras na saúde pública em Cuiabá mesmo após a decisão judicial que determinou a intervenção.

“Você não produz resultado para melhorar a saúde das pessoas. Então o mesmo modelo de gestão aplicado em Cuiabá é aplicado no Estado. A intervenção é decisão judicial, tem que ser respeitada e ser cumprida. Mas se não há mudança no modelo de gestão, oras se o Estado adota o mesmo modelo de gestão que a Prefeitura adota, como é que os problemas vão ser resolvidos? Não foram resolvidos. O que precisa é mudar a lógica. É mudar o modelo como a saúde é gerida”, ponderou o parlamentar.

Para Lúdio Cabral, que atuou durante 12 anos como médico de saúde da família em uma única unidade de saúde da capital, é preciso que as administrações invistam em profissionais concursados para atender principalmente nos postos com equipes completas.

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Além de criticar o modelo de gestão da saúde em Cuiabá e no Estado, Lúdio Cabral apontou como um segundo problema sério a “incapacidade dos governantes de conversarem”. “A sSaúde, ela é tripartite. Se não há diálogo entre esses governantes, esses gestores, a saúde não funciona. E Mato Grosso é exemplo disso. O governador do Estado e o prefeito da capital não conversam, eles não têm diálogo nenhum”.

O deputado defendeu o diálogo entre as gestões como melhor alternativa para a saúde pública. “Hoje eu faço oposição ao governador do Estado. Agora eu procuro ter uma relação de respeito e de diálogo. Na Prefeitura de Cuiabá esse diálogo tem que ser buscado desde o primeiro dia, seja quem for governador, seja quem for presidente da República, seja quem for prefeito de Cuiabá, tem que no primeiro dia sentar à mesa com o governador e buscar diálogo com o Governo Federal para poder enfrentar os problemas da saúde”, asseverou.

Assista a entrevista completa:

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