O governador Mauro Mendes (União) afirmou, nesta segunda-feira (05.02), que não vê necessidade de um posicionamento do secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo (União), sobre as denúncias do Ministério Público que apontaram a efetiva participação de servidores da pasta em um suposto cartel, que resultou em desvio de recursos públicos durante a pandemia de covid-19.
“Não precisa se posicionar. A condução está sendo feita. Já foi feita pela polícia com toda isenção. Já foi feira pela CGE com toda isenção, então vamos aguardar as decisões judiciais”, afirmou o governador, ao ser questionado sobre o assunto em coletiva de imprensa.
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Recentemente, o promotor de Justiça Sergio Silva da Costa pediu a prisão preventiva de 18 réus denunciados na Operação Espelho. Conforme o Ministério Público, auditorias apontam que a suposta organização criminosa que atuou como cartel na Saúde de Mato Grosso recebeu mais de R$ 90 milhões em pagamentos irregulares da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) até o ano passado.
Além disso, denúncia formulada pelo Ministério Público contra a secretária adjunta da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, revela que ela tinha total autonomia ao atuar no suposto esquema de cartel na saúde. Segundo o promotor de Justiça, a servidora atuava como ‘braço da organização criminosa’ dentro da pasta e ‘peitava’ a própria Procuradoria Geral do Estado (PGE-MT).
“Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, na condição de Secretária Adjunta da Secretaria Estadual de Saúde, atuava ativamente como o braço da organização criminosa dentro da SES-MT, auxiliando, orientando e possibilitando que as empresas do grupo criminoso não só sagrassem vencedora, mas que fossem contratadas por um preço abusivo, causando prejuízo ao erário, robustecendo ainda mais a convicção de sua inescapável participação nos desvios de recursos públicos ocorridos”, considerou o promotor, ao aditar a denúncia da Operação Espelho.






















