
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) destinou R$ 38,6 milhões até agosto de 2024 para o combate a queimadas e situações climáticas extremas nos biomas da Amazônia e do Pantanal. O valor representa um aumento de mais de 400% em relação aos R$ 9,4 milhões investidos em todo o ano de 2022. As informações foram apresentadas pelo secretário-executivo do MJSP, Manoel Carlos de Almeida Neto, em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) com o ministro Flávio Dino, na terça-feira (10).
Além do aumento no financiamento, o efetivo da Força Nacional de Segurança Pública foi reforçado com 150 agentes, desde junho, concentrados nas regiões afetadas. Eles atuam na contenção dos incêndios, mapeamento e monitoramento por drones, além de prestar atendimento às vítimas.
O MJSP também coordena a Operação Queimadas Zero, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que intensifica o patrulhamento e a fiscalização para prevenir incêndios nas margens das rodovias federais. A operação utiliza aeronaves para apoio no Pantanal e na Amazônia.
A Polícia Federal (PF) está envolvida em 5.589 inquéritos sobre crimes ambientais, com 32 relacionados a incêndios na Amazônia, Pantanal e São Paulo. Atualmente, 44 agentes estão alocados em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e na Amazônia, com planos de ampliação do contingente.
Os próximos passos incluem o envio de peritos e o uso de tecnologia avançada para identificar os responsáveis pelos incêndios. A PF busca responsabilizar tanto os autores materiais quanto os mandantes desses crimes.

























