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MT é o segundo estado com maior número de indígenas mortos por covid-19 no Brasil

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Ministério da Saúde

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Mato Grosso é o segundo estado em que o novo coronavírus mais matou indígenas em todo o Brasil. É o que mostra o boletim epidemiológico divulgado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) nesta quarta-feira (02) com base em dados catalogados disponibilizados por organizações indígenas e dados do poder público. 

 

De acordo com a instância de referência nacional do movimento indígena no Brasil, no estado de Mato Grosso 126 indígenas morreram em decorrência da doença, sendo os Xavante o povo mais afetado. O número deixa o estado atrás apenas do Amazonas, onde já ocorreu 195 mortes. Em terceiro lugar, vem o estado do Pará, com 89 mortes, seguido de Roraima, com 81, e Maranhão com 69. 

 

Em todo o país, mais de 773 indígenas já perderam suas vidas na luta contra a covid-19. Ao todo 29.381 casos de infecção já foram confirmados em mais de 150 povos indígenas no Brasil. Por conta da situação alarmante, a Apib e suas organizações de base lançaram uma mobilização internacional que chegou a ganhar o apoio de nomes conhecidos da causa ambiental, como a ativista sueca Greta Thunberg.

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O plano emergencial indígena proposto apresenta diretrizes gerais para a elaboração de planejamentos  regionais e locais de ações a serem apresentados pelas organizações executoras das propostas. A intenção é que o plano seja trabalhado de maneira cooperativa em todo território nacional com vistas a fortalecer e potencializar as ações em rede. 

 

Além dos problemas enfrentados por indígenas aldeados, a Articulação denuncia que falta atendimento da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), aos indígenas que vivem em contexto urbano e fora de territórios que não são homologados. Hospitais querem registrar indígenas que vivem em contexto urbano como pardos. “Postura do governo tem aumentado os crimes de racismo contra comunidades indígenas em pequenas cidades. Muitos indígenas se negam a fazer teste ou a realizar tratamento devido ao racismo, que também tem aumentado os conflitos internos nas comunidades”, alerta a Apib. 

 

Os números referentes à evolução da pandemia entre os povos originários por parte da Sesai estão bem distantes dos apresentados pela Apib. Até esta quinta-feira (03), a secretaria subordinada ao Ministério da Saúde contabilizou menos de 23.717 indígenas infectados, com 392 óbitos no total. Pelos dados da Sesai, 18.984 casos suspeitos já foram descartados e 17.940 já estão curados da doença. 

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