
Políticas públicas para mulheres indígenas de Mato Grosso foram incluídas no caderno de propostas da 1ª Conferência Nacional de Mulheres Indígenas, realizada em Brasília nos dias 5 e 6 de agosto, durante a 4ª Marcha das Mulheres Indígenas.
Entre as pautas discutidas por delegações do estado estão a demarcação de terras, maior participação feminina na política e na gestão territorial, fortalecimento das brigadas indígenas contra incêndios e medidas de saúde. A conferência aprovou 49 propostas ao todo, a partir de etapas estaduais e regionais em Mato Grosso e no Acre.
Representantes mato-grossenses destacaram a violência obstétrica como problema recorrente. O tema também foi abordado por outras delegações. “Queremos que a violência obstétrica, que mata mais mulheres indígenas e mulheres negras, não seja uma realidade no Brasil”, afirmou a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG) no encerramento.
As participantes também questionaram restrições ao acompanhamento de pajés e parteiras em unidades de saúde e defenderam o reconhecimento oficial desses profissionais, além da construção de casas de saúde com equipes interculturais.
A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, afirmou que o governo trabalha para apoiar a implementação de Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs). Já Maria Anarrory Yudjá, da Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (Fepoimt), avaliou a conferência como espaço de protagonismo das mulheres.
O encontro foi organizado pelos ministérios dos Povos Indígenas e das Mulheres em parceria com a Articulação das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (Anmiga). No encerramento, foi criado um grupo de trabalho para consolidar as propostas e elaborar um ato normativo que institua uma política nacional para mulheres indígenas.
A delegação de Mato Grosso contou com apoio do projeto Berço das Águas, da OPAN, com patrocínio da Petrobras.
























