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SEGURANÇA PÚBLICA

“Não tem como acompanhar”, admite secretário sobre policiais acusados de compor grupo de extermínio

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O secretário de Segurança Pública, César Roveri, admitiu nesta segunda-feira (24/03) que não é possível monitorar todos os policiais suspeitos de ligação com grupos de extermínio que conseguem ocupar cargos no alto escalão do governo estadual.

A fala foi feita durante coletiva de imprensa nesta segunda para revelar números considerados positivos da Operação Tolerância Zero, realizada pelo governo para tentar conter o aumento do crime organizado em Mato Grosso.

“Nós temos aí mais de 7.000 homens, a exemplo da Polícia Militar, não tem como você acompanhar diariamente a transferência de policiais. O que tem como a gente acompanhar, sim, são as investigações, são a identificação de qualquer anomalia que exista e o Governo tem tomado as providências de imediato”, declarou Roveri.

O secretário, no entanto, afirmou que no caso do policial militar preso Wailson Alessandro Medeiros, que ocupava o cargo de segurança do governador Mauro Mendes, ele foi retirado da Casa Militar porque não se adaptou ao serviço. O PM foi exonerado dias antes da Operação Office Crime – Outra Face, que investigou a morte do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), o advogado Renato Nery.

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Christiano Antonucci / Secom-MT

Wailson foi substituído pelo policial Ronaldo Reiners, que também foi acusado de compor grupo de extermínio. Reiners foi alvo da operação Simulacrum, que investiga mais de 60 policiais envolvidos em falsas mortes por confronto. Questionado se Reiners, assim como Wailson, passou por algum processo de verificação antes de ser nomeado para a segurança do governador, Roveri negou a falta de fiscalização.

“Sempre há verificação, pessoal. É um caso muito específico isso aí. A gente pode levantar isso e numa próxima ocasião trazer sobre esse policial específico essa situação, tá ok?”, declarou o secretário. “Como eu disse, eu não estou na Casa Militar, já estive, mas a gente pode buscar essa informação para poder responder parcialmente”, completou o secretário.

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