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DEMOCRACIA AMEAÇADA

O “combustível” americano que pode inflamar a extrema direita brasileira

As eleições presidenciais nos EUA podem resultar na volta ao poder da extrema direita liderada pelo ex-presidente Donald Trump

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O senador democrata Bernie Sanders é uma das vozes mais respeitadas do pensamento progressista norte-americano, Aos  82 anos, quem diria, é um ícone da juventude. É a prova viva de que na política não é a idade que importa, são as ideias que determinam o vigor das pautas postas nos debates. Sanders é atuante na luta contra a desigualdade social; a favor do sistema universal de saúde, dos direitos LGBTQIA+ e do financiamento público das universidades, entre outros temas que tocam fundo os jovens americanos. A principal diferença de Bernie em relação a maioria dos políticos: suas propostas não ficam apenas na retórica indignada contra o sistema, ele apresenta sempre números de como pode ser feita cada ação de governo, como demonstrou nas duas vezes em que disputou a indicação de candidato a presidente da República pelo partido Democrata.

Neste sábado (13) o jornal inglês The Guardian publica uma entrevista com Bernie Sanders. O título: “Será o fim da democracia”: Bernie Sanders sobre o que acontecerá se Trump vencer – e como impedi-lo. A entrevista foi feita pelo jornalista Ed Pilkington.

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Ele é o homem símbolo da esquerda que quase se tornou o candidato dos Democratas à presidência – duas vezes. O senador veterano diz que está cansado, mas determinado a lutar pelo regresso daquele “homem amargo e humilhado”.

Destacamos um ponto central da entrevista de Sanders no The Guardian que traduz suas preocupações em relação à ameaça à democracia com uma possível volta ao poder da extrema direita com uma eventual vitória de Trump na eleição presidencial deste ano. Além da questão eleitoral, o senador democrata aponta também o contexto problemático que conforma o país, com evidentes reflexos globais:​

Estamos diante de uma série de crises extraordinárias. Clima: não se sabe se a comunidade mundial fará cortes nas emissões de carbono para proporcionar um planeta habitável aos nossos netos. O crescimento da oligarquia: um pequeno número de pessoas extremamente ricas controla a vida económica e política de milhares de milhões. Democracia: sob grave ameaça daqueles que capitalizam os medos das pessoas.” 

Não muito tempo atrás, Sanders costumava ser ridicularizado por uma retórica tão inquietante; ele foi denunciado como um incendiário, um agitador. Ninguém está rindo dele agora. Duas guerras, uma catástrofe humanitária que se desenrola em Gaza, vastas áreas da América do Norte literalmente em chamas, desigualdade entre ricos e pobres a níveis alucinantes. Como observou de forma memorável a revista New Yorker, “a realidade apoiou Bernie Sanders”.

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