Desde o início da nossa gestão, o BNDES aprovou mais de R$ 17 bilhões para investimentos em biocombustíveis, quase quatro vezes o valor registrado no governo anterior (R$ 4,4 bilhões). São 17 projetos que vão ampliar em mais de 5 bilhões de litros por ano a produção de etanol no país. Também foram aprovados mais de R$ 1,7 bilhão em novas tecnologias, como motores híbridos flex e motores a etanol para máquinas agrícolas, com projetos da Volkswagen, Stellantis e Toyota. Além de financiar inovação, estamos atraindo centros de pesquisa e desenvolvimento para o nosso país.
Esse esforço integra a política do governo Lula de fortalecer o agronegócio, a indústria e a inovação, ao mesmo tempo em que acelera a transição para uma economia de baixo carbono. É uma agenda que gera emprego e renda, agrega valor à produção brasileira e reduz a dependência de combustíveis fósseis.
Por isso, a declaração do candidato Flávio Bolsonaro de que “a gasolina virou etanol” é mais do que equivocada: revela uma visão ultrapassada sobre o futuro da energia. O Brasil não está “trocando gasolina por etanol” para prejudicar o consumidor. Está avançando na transição energética, substituindo parte de um combustível fóssil por uma fonte renovável produzida no próprio país. Isso significa menos dependência do petróleo, mais mercado para o produtor rural, mais atividade para a indústria brasileira e maior segurança energética.
O etanol é uma inovação brasileira, resultado de mais de 50 anos de investimentos da Embrapa, do BNDES, da pesquisa e da ciência brasileira. É uma conquista construída por gerações e, hoje, uma das principais soluções do país para a transição energética e a descarbonização da economia. Por isso, esse novo ataque do negacionismo climático não pode ficar sem resposta.
O Brasil possui uma vantagem competitiva única: produzir energia renovável em grande escala e desenvolver a tecnologia para utilizá-la. É a partir dessa base que o governo Lula prepara o país para assumir o protagonismo na transição energética global, transformando nossas riquezas naturais e capacidade produtiva em desenvolvimento, inovação e oportunidades para os brasileiros.
Enquanto alguns tratam o etanol como problema, o governo Lula trabalha para fazer dos biocombustíveis uma das grandes oportunidades do Brasil e uma das bases da nova economia de baixo carbono.
Aloizio Mercadante é presidente do BNDES

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online
























