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ATAQUE AO AGRO DE MATO GROSSO

O “Risco Flávio Bolsonaro”: quem fala bobagem, faz bobagem

O ataque do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) contra o agro e contra o etanol de Mato Grosso teve uma reação imediata do setor, com reações indignadas. Ao contrário do que disse Flavio, a mistura de 32% do etanol à gasolina tem selo de qualidade; garante empregos; reduz a poluição e controla a inflação. A fala de Flávio revela despreparo e desrespeito aos produtores. Uma bobagem que pode custar caro.

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O que são bobagens? E por que alguém eventualmente ou frequentemente fala bobagens? Segundo os dicionários, uma bobagem é uma “afirmação sem valor, improcedente, tola, inverídica”. Já o contrário de bobagem é “sabedoria”, capacidade, prudência e seriedade”, predicados que faltaram ao senador Flávio Bolsonaro (PL) quando resolveu atacar a mistura de etanol à gasolina.  

Para responder a crítica de Flávio Bolsonaro, o senador Carlos Fávaro (PSD) deu uma aula de conhecimento e de defesa de Mato Grosso, que o senador do PL deveria ter tido se tivesse estudado para não falar sobre o que não sabe, ou se soubesse preferiu ignorar. 

Flávio Bolsonaro questionou a ampliação da mistura de etanol na gasolina, de 27% para 32%, aprovada pelo governo federal. Segundo Fávaro, essa decisão não causa problemas no funcionamento dos veículos, reduz a emissão de poluentes e oferece à população combustíveis sem risco de disparada de preços por causa do preço do petróleo. 

Não bastasse mostrar-se desinformado, o senador da extrema direita ainda disse que, se eleito presidente, vai questionar a mistura de etanol na gasolina, o que motivou um contundente repúdio do setor de produção de etanol, dos produtores de cana-de-açúcar e milho. A decisão de ampliar a mistura de etanol está amparada por pesquisas feitas pelo Instituto Mauá, um dos mais respeitados do país. 

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Reprodução / Redes Sociais

Os próprios empresários lembraram na nota de repúdio que o senador Flávio Bolsonaro votou favorável no Senado pela mistura de etanol na gasolina. Já a decisão do governo, conforme pontuou o senador Carlos Fávaro, valoriza o agronegócio brasileiro, evita o agravamento da crise de combustíveis por conta da guerra no Oriente Médio e auxilia no controle da inflação. Fávaro conclui dizendo: “quem fala bobagem, faz bobagem”. 

Falar bobagens no dia a dia, nas conversas entre amigos não é um problema. Agora, em relações profissionais, em discursos políticos que envolvem o país, a população, bobagens não devem ser toleradas. Mas o que falar bobagens revela do falante? 

Algumas características são lamentáveis, principalmente se ele for um homem público. Vamos ver algumas: 

  1. Ele quer se mostrar inteligente, sabido, mas fala sem saber sobre o que fala. É desinformado; 
  2. Gosta de parecer esperto, mas poderia estudar antes sobre o que gostaria de falar. É preguiçoso; 
  3. É um falseador porque sabe da responsabilidade social de sua fala, mas subverte os fatos por conta de seus interesses pessoais. É desleal; 
  4. Sabe que sua fala é mentirosa, mas, mesmo assim, constrói um argumento plausível para sustentar sua mentira. É mentiroso.
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Estamos tão acostumados com mentiras de políticos comprometidos com os seus próprios interesses que parece ser normal as agressões e bobagens nas campanhas eleitorais. Por isso, quem fala bobagens, mas não acredita no que fala porque sabe a verdade, é manipulador, oportunista, é alguém que se importa mais com as vantagens que espera obter do que com o que realmente importa: a verdade.     

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