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ARTIGO

Os benefícios dos exercícios físicos no câncer de mama

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Em 2025, o câncer de mama continua sendo um importante desafio de saúde pública, com o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimando 73,6 mil novos casos anuais no Brasil para o triênio 2023-2025. A prevenção, o diagnóstico precoce e os avanços nos tratamentos são as principais frentes de combate à doença.

Entender os fatores de risco é fundamental para adotar medidas preventivas efetivas contra o câncer de mama. Alguns dos principais fatores que contribuem para o aumento do risco de desenvolver câncer de mama incluem a idade, pois o risco aumenta à medida que envelhecemos, e o histórico familiar, especialmente quando parentes de primeiro grau foram diagnosticados com a doença. Além disso, mutações genéticas específicas, como as encontradas nos genes BRCA1 e BRCA2, também elevam significativamente o risco.

O consumo excessivo de álcool é outro fator de risco importante. Estudos mostram que o risco de câncer de mama aumenta com o aumento do consumo de álcool. Da mesma forma, a obesidade, especialmente após a menopausa, pode elevar o risco devido a alterações nos níveis hormonais. Além disso, a exposição a radiações ionizantes é um fator de risco conhecido, especialmente se a exposição ocorreu durante a juventude.

Conhecer e compreender esses fatores de risco permite a adoção de estratégias proativas para a saúde. Isso pode incluir mudanças no estilo de vida, como as citadas acima. Além disso, para mulheres com histórico familiar significativo ou mutações genéticas, pode ser aconselhável realizar testes genéticos e consultas regulares com especialistas para avaliar o risco e discutir estratégias de monitoramento e prevenção.

Entender esses fatores é mais do que apenas um meio de prevenção; é uma forma de empoderamento, permitindo que as mulheres tomem decisões informadas e personalizadas sobre sua saúde e bem-estar.

Novo estudo publicado pela conceituada revista da Sociedade Americana de Oncologia Clínica destaca a importância da atividade física no prognóstico do câncer de mama. A pesquisa revela reduções significativas na taxa de mortalidade e na recorrência da doença em mulheres que mantiveram um estilo de vida saudável antes, durante e após o tratamento. Os resultados são de fato surpreendentes e é possível afirmar que a prática regular de exercícios, dentro das recomendações estabelecidas, reverte-se em benefícios importantes para a saúde e o bem-estar das pacientes.

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Outro estudo, também recente, envolveu 1.340 mulheres com câncer de alto risco. Conduzido por pesquisadores do Roswell Park Comprehensive Cancer Center, que desde 1898 se dedica, especificamente, a pesquisar a doença, analisou a adesão das pacientes a recomendações de estilo de vida saudável, incluindo atividade física, consumo de frutas, vegetais, redução de ingestão de carne vermelha e embutidos, evitando bebidas adoçadas, ingestão de álcool, tabagismo e redução do índice de massa corporal.

De forma geral , o tempo de atividade física definida para mulheres com câncer de mama equivale a cerca de 75 minutos por semana. A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda entre 150 e 300 minutos de exercício moderado ou 75 a 150 minutos para atividade intensa por semana.

Diante dos benefícios da prática de exercícios físicos, seja para pacientes com câncer ou não, a Organização Mundial da Saúde (OMS) mantém uma diretriz que, a partir das melhores evidências disponíveis, indica quanta atividade física cada grupo etário deve alcançar semanalmente para a promoção da saúde do corpo e da mente.

Para adultos (faixa etária que vai dos 18 aos 64 anos) a prática regular de atividades físicas está atrelada à redução da incidência de alguns tipos de câncer, incluindo de mama.

Dessa forma, o ideal é que sejam realizados entre 150 e 300 minutos de exercícios por semana, levando em conta uma atividade aeróbica de intensidade moderada.

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O período pode ser reduzido para patamares entre 75 e 150 minutos semanais se a intensidade for vigorosa. Para ampliar os benefícios, podem ser acrescidos na rotina em pelo menos 2 dias da semana atividades de fortalecimento muscular de intensidade moderada ou maior.

Adultos e idosos em condições crônicas também se beneficiam da prática de exercícios. Quando não houver contraindicação e de acordo com as habilidades individuais, pessoas nessas condições devem também tentar alcançar períodos acumulados que variam entre 150 e 300 minutos de exercício regular ao longo da semana.

Os dois estudos reforçam a importância de um estilo de vida ativo para pacientes com câncer de mama, com destaque para a atividade física como uma ferramenta crucial na redução da mortalidade e recorrência da doença.

Para as mulheres que estão em tratamento contra o câncer de mama, os exercícios físicos agem melhor como forma de minimizar os efeitos colaterais causados pelas rotinas de tratamento.

Estudos indicam que, durante o tratamento, os exercícios físicos podem:

* Suavizar as náuseas da quimioterapia;
* Melhorar o fluxo sanguíneo, o que reduz a chance de coágulos;
* Reduzir a constipação, estimulando o sistema digestivo;
* Diminuir a fadiga causada pela radioterapia ou quimioterapia;
* Aumentar a energia para atividades do dia a dia.

Também vale lembrar que, além da saúde física, também é fundamental considerar a saúde mental.

A prática regular de exercício físico/atividade física deve ser estimulada, visando a prevenção primária do câncer de mama, melhoria da qualidade de vida e redução da mortalidade.

Giovana Fortunato é ginecologista e obstetra, especialista em endometriose e infertilidade

* A opinião do articulista não reflete necessariamente a opinião do PNB Online

 

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