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Otaviano diz que governo Mauro Mendes envelheceu e aponta novos rumos

O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, caso assuma o governo em abril de 2026 e seja candidato ao governo, deixa claro que não pretende fazer uma gestão amorfa de continuidade do governo de Mauro Mendes. Com personalidade própria, Otaviano vai direto ao ponto: não será gerente de governo envelhecido.

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Decididamente, o vice-governador de Mato Grosso Otaviano Pivetta (Republicanos) não pode ser acusado de ser um pau mandado do governador Mauro Mendes (União) e nem de ninguém. Inclusive, o que é uma qualidade muitas vezes é problema. Dono de uma personalidade própria forte, Otaviano às vezes simplesmente emite opinião desprezando a riqueza democrática de um debate de ideias. E nem pode ser acusado de ser um traíra, não apunhala pelas costas um aliado. Portanto as críticas que faz ao governador são sempre públicas e, em alguns casos, servem também como uma autocrítica, caso do fracasso da política de segurança pública.

Nesta semana que passou, o vice-governador Otaviano Pivetta afirmou que, caso assuma o governo do Estado em definitivo, a partir de abril de 2026, fará troca em várias secretarias. Segundo ele, é preciso corrigir alguns rumos. “Se isso acontecer, vai ter mudanças. Apesar do alinhamento que nós temos [ele e o governador Mauro Mendes (União)] nas questões básicas, eu tenho minhas ideias e acho que temos que corrigir alguns rumos”, disse na terça-feira (25/03) em conversa com jornalistas.

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Otaviano, sincero e claro, avalia que o governo Mauro Mendes “envelheceu”, já que está em seu sétimo ano, e é preciso integrar novos pensamentos, novas pessoas, para reoxigenar a administração estadual. A declaração de Otaviano reafirma a intenção do governador em disputar o Senado no próximo ano. Para isso, ele precisará renunciar ao cargo até o dia 31 de março, para estar apto ao pleito eleitoral de outubro de 2026.

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Otaviano mandou alguns recados políticos para dentro e fora do governo:

– Com a caneta na mão de governador, ele vira um candidato fortíssimo em 2026, mas é preciso mostrar que o governo estará aberto para as composições de forças para a sua campanha. Ou seja, uma sinalização que o governo trará novos quadros e partidos que estarão no seu arco de aliança.

– Otaviano vai trocar porque precisará mudar por outra contingência em vista. Muitos secretários sairão juntos com Mauro Mendes. São os chamados “Mauro’s Boys”, os secretários mais chegados que o governador quer ver eleitos deputados estaduais, formando a sua bancada “maurista” na Assembleia Legislativa. A concorrência destes secretários-candidatos já chama a atenção dos atuais deputados estaduais. Eles sabem que, certamente, os Mauro’s Boys receberão atenção especial do governador durante a sua campanha ao Senado.

– Em óbvio, dizer que o governo Mauro Mendes envelheceu é, menos do que uma crítica, um fato. São sete anos de gestão, com erros e acertos, portanto dentro daquilo que Otaviano aponta como ser necessário corrigir “alguns rumos”. Mauro Mendes terá que administrar na sua campanha o que ele chama de entregas, resultados, contra os discursos dos seus adversários à vaga de Senador sobre os desacertos de um governo envelhecido.

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 – O próprio Otaviano precisará mostrar para a sociedade o que vai manter de positivo do governo de Mendes e o que vai trazer de novo para corrigir “alguns rumos”, mais do que a simples diferença de estilo e personalidade. E administrar o principal risco de uma candidatura forte: a arrogância do já ganhou, sem combinar com o eleitor, que leva à derrota certa. O exemplo da candidatura forte do deputado Eduardo Botelho à prefeitura de Cuiabá ainda pulsa na memória. Foi dada como eleição certa. Perdeu para a soberba e para as traições internas. Otaviano deve aprender com os erros de Botelho, ouvi-lo para não ser a próxima vítima do já ganhou e dos temerários apoios de fachada.

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