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MUDANÇA DE ESTAÇÃO

Outono começa com calor acima da média e redução gradual das chuvas em Mato Grosso

Estação de transição deve marcar início do período seco no estado, com possibilidade de friagens e impacto na produção agrícola.

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(Foto: Emanoele Daiane)

O outono começa nesta sexta-feira (20.03) e deve trazer para Mato Grosso um cenário típico de transição entre o período chuvoso e a estiagem, com redução gradual das chuvas e temperaturas acima da média nos próximos meses.

De acordo com prognóstico climático conjunto do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), a tendência para o trimestre entre abril e junho é de volumes de chuva próximos da média histórica no estado. Na prática, isso significa menos precipitação em relação ao verão, com o avanço progressivo do período seco no Centro-Oeste.

Mapas mostram anomalias de precipitação (à esquerda) e temperatura (à direita) entre abril e junho de 2026, com tendência de temperaturas mais altas no Centro-Oeste e variação no regime de chuvas no país (Imagem: Inmet e CPTEC)

A queda nas chuvas é considerada característica da estação. O outono marca justamente a transição entre o verão quente e úmido e o inverno mais seco, sobretudo no interior do país. Em relação às temperaturas, a previsão indica predomínio de valores acima da média histórica em Mato Grosso, especialmente na parte centro-sul do estado, que engloba Cuiabá. Isso não impede, no entanto, a ocorrência de episódios pontuais de frio.

De acordo com os órgãos, durante o outono, podem ocorrer as chamadas “friagens”, fenômeno típico que provoca queda acentuada de temperatura quando massas de ar frio vindas do sul avançam sobre o Centro-Oeste e parte da região Norte. Além disso, a estação também costuma registrar maior frequência de nevoeiros em áreas do Centro-Oeste, principalmente nas primeiras horas da manhã.

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Possibilidade de ‘Super El Niño’

O cenário climático deste ano também é influenciado pelas condições do oceano Pacífico. Após um período de La Niña no fim de 2025, os modelos indicam enfraquecimento do fenômeno e uma tendência de neutralidade, com possibilidade de evolução para El Niño ao longo do trimestre, ainda incerta.

É o que explica o climatologista José Antonio Marengo, coordenador-geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. O cientista afirma que, no momento, não há evidências de um evento intenso. 

“Não podemos afirmar que vai ser um El Niño muito forte”, disse. Segundo ele, os modelos indicam, no máximo, um aquecimento compatível com um episódio fraco, e classificações como “super El Niño” ou previsões mais alarmistas não têm respaldo científico neste estágio.

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