Não há mais focos de incêndios ativos no Pantanal nesta terça-feira (21.11), conforme os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As chuvas que caíram nos últimos dois dias em boa parte de Mato Grosso, o estado mais afetado pelos incêndios florestais, foram o suficiente para apagar o fogo na maior planície de inundação contínua do planeta.

De acordo com o Inpe, há, em todo o estado, apenas um foco de calor ativo hoje, no município de Tangará da Serra. O cenário não deve mudar rapidamente, já que a previsão do tempo é para mais chuva nos próximos dias. O Inpe chegou a emitir um alerta para o perigo de chuvas intensas em 13 unidades federativas, incluindo Mato Grosso. A área atingida no estado inclui a região do Pantanal. Ainda assim, é necessário manter a atenção redobrada.
“Choveu no Pantanal! É um alívio muito grande, mas nem de longe é um sinal de que essas operações devem ser encerradas. Não há previsão de chuvas persistentes, são chuvas pontuais. Agora é momento de vigilância e, para nós da fauna, é extremamente importante continuar com o monitoramento para avistar os animais que foram queimados e possam estar precisando de apoio neste momento”, informou um dos brigadistas do SOS Pantanal, instituto sem fins lucrativos que trabalha em defesa do bioma e que pede que as equipes de órgãos oficiais mantenham-se em ação.
Grande destruição
Neste mês, o Pantanal viveu uma nova onda de focos de queimadas e destruição, especialmente na região mato-grossense do bioma. No estado, os incêndios atingiram reservas particulares, áreas de preservação estadual e federal, fazendas e terras indígenas. Apenas em novembro, foram registrados 3.957 focos, sendo 2.550 em Mato Grosso, cerca de 65%.
O município que mais sofreu com o fogo foi Poconé, com 1.861 focos de queimadas em novembro. Sozinho, o município concentrou 47% dos incêndios de todo o bioma. Na lista dos mais atingidos pelo fogo, Poconé é seguido por Corumbá (906 focos), em Mato Grosso do Sul e Barão de Melgaço (453 focos). Ainda de acordo com o Inpe, o pico da destruição aconteceu entre os dias 13 e 19 deste mês, entre outras razões, devido à forte onda de calor que afetou o país.
























