O aniversário de Pedro Pinto de Oliveira chega como um desafio. Um bom desafio, sabe? Daqueles que nos fazem movimentar. Há alguns meses, em fevereiro, Pedro me convidou a escrever uma matéria em homenagem aos 67 anos de Tinho Costa Marques. Para quem não sabe, meu pai. Na época fui pega de surpresa, não sabia o que viria pela frente, mas com certeza foi uma das melhores experiências que já vivi. Recentemente, fizemos algo similar para comemorar os 70 anos de Benedito Diélcio Moreira. E, novamente, uma verdadeira imersão em histórias de carinho, gratidão e companheirismo. Estava, então, inaugurada a editoria de Afetos, um bálsamo em meio a tantas notícias pesadas.
Mas o que falar de quem teve a ideia dessa editoria? Que desafio. Pedro mexe com o que está posto. Nos provoca a pensar sobre os mais distintos assuntos, a conectar as pontas dos acontecimentos e a rever o modo como lemos os fatos. Ele resgata o que está por trás, com sutileza, e propõe uma leitura diferenciada. Já não é mais possível ver com os mesmos olhos.
Para esta homenagem, eu, Julia e Patryk buscamos trazer para além das linhas, imagens, sons e novas formas de dizer o quão importante Pedro Pinto é para tantas pessoas. Além dos depoimentos escritos abaixo, alguns de seus afetos fizeram vídeos com mensagens emocionantes. Confira os vídeos no final da matéria.
Como sempre, não conseguimos resgatar todos os depoimentos. Com certeza, muitos ficaram de fora. Mas isso poderá ser consertado em 2026, 2027, 2035…. O importante é comemorar, em vida, a vida de Pedro Pinto de Oliveira.

Valiosa presença – Por Fernanda Dutra Oliveira
Crescer perto de uma pessoa tão criativa e inteligente foi uma sorte pra mim! Com o meu pai, aprendi o poder das histórias, o valor dos livros e a apreciação pela música. Vi que jornalistas precisam ter talvez dois, três trabalhos por vez para crescer na vida – mas que vale muito trabalhar para chegar a lugares únicos e conhecer pessoas especiais.
“Trabalho” é obviamente uma palavra importantíssima pro meu pai, que insiste em não se aposentar de vez… E eu entendo, porque ele ama muito o que faz e se joga de cabeça nas missões que conquista.
Ao mesmo tempo, meu pai sempre se fez um pai presente e, na última década, é também um avô maravilhoso e presente (em dois continentes), que se joga no chão, dança, canta e curte muito com os netinhos. Tenho muito orgulho e amor pelo meu pai.
Feliz aniversário, papi!
Um missionário do bem – Por Julia Munhoz
Vassili Grossman diz que: “As pessoas são extraordinariamente distintas, ainda que compartilhem um destino comum”.
Pedro é a prova viva disso. Uma pessoa singular, que transforma simplicidade em profundidade, gentileza em força, e generosidade em legado. Pedro não se deixa uniformizar pelos desafios do cotidiano, mas os enfrenta com a resistência de quem sabe que o mundo pode ser melhor, e faz disso sua missão.
Falar do Pedro é falar de gentileza que se traduz em gestos, de sabedoria que se compartilha sem pressa, de um coração que ensina sem precisar dizer. Conviver com o Pedro é aprender que o tempo ganha novo significado quando dedicado aos outros. É descobrir que a verdadeira grandeza está nos detalhes, no cuidado, no olhar atento e na vontade sincera de fazer diferença.
O professor – Por Patryk Campos
Existem pessoas que cruzam nosso caminho e se tornam referência. Pedro Pinto é uma dessas raridades. Professor Doutor em Comunicação, mas muito além dos títulos, é um mestre da vida profissional daqueles que ensinam com inteligência, bom humor e um talento raro para transformar desafios em aprendizado.
Não fui seu aluno na universidade, mas sou, com orgulho, seu aluno na prática, no dia a dia, nas trincheiras do trabalho. Tivemos o privilégio de atuar juntos em diversas campanhas eleitorais, a grande maioria vitoriosas, e em tantos media trainings que perdi a conta. Em cada uma dessas experiências, aprendi mais do que qualquer manual poderia ensinar. Aprendi sobre estratégia, sobre escutar, e se escutar, sobre timing, tom e entonação e, principalmente, sobre como comunicar com verdade, repetir e repetir e a importância da repetição, e que errar e refazer é normal, faz parte do processo.
Pedro tem a rara habilidade de liderar com leveza e ensinar sem parecer professoral. Consegue fazer de cada desafio uma oportunidade de crescimento e ainda arruma tempo para soltar uma boa piada no meio do caos. É essa combinação de inteligência afiada, humor genuíno e paixão pelo que faz que o torna não só um excelente profissional, mas uma pessoa admirável.
Hoje, quero te homenagear, Pedro, por tudo o que representa como chefe, colega e amigo. Por ser uma inspiração constante e por dividir, com generosidade, seu conhecimento e sua experiência. Obrigado por, cada trabalho, cada conversa e cada risada.
Que venham muitas outras jornadas juntos, sempre com leveza, ética, e muito bom humor
Com admiração e gratidão.

Uma luz em meio à penumbra – Por Tinho Costa Marques
Ele, nascido, criado e formado no Rio de Janeiro, uma das maiores metrópoles do Brasil, que após se formar em jornalismo veio parar por estas bandas. Eu, de Poconé, do outro lado do Brasil, um fim de caminho por ter como fronteira quase intransponível o Pantanal. E, mesmo assim, quis o destino que nossas trajetórias profissionais se cruzassem lá atrás, na década de 1980, e desde então, por diversas vezes, trabalhamos juntos.
Pedro Pinto e eu fomos colegas de trabalho à época na sucursal de Cuiabá da EBN (Empresa Brasileira de Notícias), hoje Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Atuamos também como correspondentes de veículos de comunicação. E não é que, um pouco mais à frente, nos tornamos colegas novamente no curso de Comunicação Social da UFMT – ele na Habilitação Radialismo, eu no Jornalismo. E depois trabalhamos juntos na comunicação do Governo do Estado, período em que ele foi secretário da Secom.
Não é por acaso, como se vê, que somos grandes amigos.
Essa longa convivência profissional e pessoal me possibilita afirmar que Pedro Pinto é um dos mais preparados profissionais do jornalismo mato-grossense. Eclético, atuou em diversas mídias, como jornal, revista, rádio, televisão, sempre com reconhecida competência.
Na academia, tornou-se, sem nenhuma benevolência, um dos mais brilhantes professores. Doutor, caminha pra concluir seu terceiro pós-doutorado e desenvolve estudos e projetos de pesquisa com professores renomados do Brasil e do exterior. Vem dando valiosas contribuições para estudos e reflexões sobre o futuro do jornalismo, num momento sensível em que fantásticas transformações tecnológicas, se por um lado possibilitam uma nova dinâmica comunicacional entre os indivíduos, colocam em xeque a credibilidade e até a existência do jornalismo profissional.
Continue firme nos seus propósitos, “Dom Pedrito”, procurando lançar luz onde há muita penumbra.

Meu amigo Pedro! – Por Sônia Zaramella
Tem uma frase que gosto muito – “O que você viveu ninguém rouba”. É atribuída a Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel de Literatura, jornalista, escritor e político colombiano, autor de obras como Cem anos de Solidão.
Em mim, a expressão remonta a lembranças pessoais, mas também ao mundo vivido na profissão, seja nas redações jornalísticas, ou na Academia. E nesses dois campos de trabalho, o amigo Pedro esteve presente.
Como repórter, nos anos 1980, foi ele quem me incentivou a fazer, daqui de Cuiabá, o primeiro ‘ao vivo’ numa edição da Voz do Brasil. Na época, trabalhávamos na Empresa Brasileira de Notícias (EBN), sucursal de MT.
Ele, apaixonado por rádio, ‘tirava de letra’ as gravações das notícias para a Voz. Mas eu, encarregada dos despachos por texto, não tinha proximidade com microfones etc.
Mesmo receosa, porém estimulada pela confiança do colega Pedro, fiz a entrevista ‘ao vivo’ com o então prefeito Dante de Oliveira na qual anunciou, via Voz do Brasil, que deixaria a Prefeitura de Cuiabá para assumir o Ministério da Reforma Agrária no governo José Sarney.
Foi um ‘furo de reportagem’ naquele tempo e um inédito ‘ao vivo’ não só meu, mas também do próprio programa. Depois, essa forma de transmissão foi incorporada na história da Voz.
Mais para frente, eu e Pedro nos vimos colegas de novo, desta vez como professores na UFMT. Ele no curso de Rádio e TV e eu no de Jornalismo. Como é saudável a amizade no ambiente de trabalho, né? Há trocas de conhecimento e experiências, muitas alegrias e desafios, e a vida seguindo em frente.
Fizemos o mestrado juntos na ECA/USP. Época de incentivo para os estudos e as pesquisas na comunicação da UFMT. E novos amigos em comum, como Gisela Ortriwano, professora doutora da USP, uma das mais estudiosas do Radiojornalismo no país.
A saudosa e amiga Gisela (muito mais do Pedro) foi uma das construtoras do nosso curso de Comunicação Social, pois, no início de tudo, os professores da USP mais convidados a nos apoiar na UFMT eram Gisela, Sebastião Squirra, Dirceu Lopes, José Luiz Proença e José Coelho Sobrinho.
Então, Pedro, as reminiscências demonstram que nossa amizade não é de hoje e não tem preço. Feliz aniversário junto com Solange e toda família! E vamos ‘tocando em frente’ até quando o Universo permitir.
Da ciência ao afeto – Por Diélcio Moreira
Uma das coisas mais importantes nesta vida é o reconhecimento, tanto pessoal quanto social. Isso nos torna um ser humano melhor, tanto por reconhecer como por ser reconhecido. Na vida pública, o reconhecimento se dá, via de regra, tardiamente, sem a presença. Começo então o meu depoimento sobre o jornalista, professor e pesquisador Pedro Pinto atribuindo um valor incomensurável a essa ideia incrível de reconhecer os profissionais de comunicação em sua data de aniversário.
Tive o privilégio de merecer no PNB um breve histórico e, por conta disso, conversar virtualmente com mais de uma centena de amigos queridos, os quais eu não os via há tempos. A editoria de afetos, de noticiar as pessoas e suas histórias, de reconhecimento público, é uma ode à amizade, ao querer bem.
Pedro Pinto é um profissional de comunicação no seu mais amplo significado: trabalha com audiovisual, vídeos e documentários, apenas com áudio, os podcast, em textos escritos em jornais e em sites e redes sociais e tem relevância reconhecida como comentarista político e estrategista de posições e ações políticas. Como professor e pesquisador é um impulsionador de talentos e amigo. Mantém hoje uma rede de parceiros pesquisadores nacionais e internacionais, o que somente é possível com disciplina, trabalho e reconhecimento.
Compartilho com ele internacionalmente um projeto que denominamos de Ensaios audiovisuais científicos. Reciprocidades geram trocas, crescimento individual e do grupo, fortalece o conhecimento e a certeza de que sempre somos a soma dos valores e do vigor daqueles que nos rodeiam e nos ajudam a ser como somos.
Feliz aniversário, Pedro. Muitas felicidades e muitas e muitas e muitas décadas de contribuições à comunicação, à pesquisa e aos afetos.
Generosidade intelectual – Por Amauri Teixeira
Quero deixar um abraço apertado para o meu amigo querido Pedro Pinto. Quando a gente pensa em você, Pedro, logo pensa no professor. Penso também na sua generosidade, por compartilhar com a gente o conhecimento adquirido em todos esses anos de academia. Seja muito feliz. Forte abraço deste seu amigo, também um luso/brasileiro.

O entusiasta – Por Safira Campos
Que alegria, e que facilidade, é falar sobre alguém como o professor Pedro, o querido e famoso PPO. Lembro bem das aulas de Teoria da Comunicação, ainda na graduação, quando pela primeira vez na vida ouvi falar em paradigma relacional. Foi o entusiasmo dele que motivou a mim e aos meus amigos a participarmos do nosso primeiro congresso, ainda no segundo semestre do curso de Comunicação. Logo de cara, estávamos no maior evento da área, com um trabalho ousado (o Movimento Cuyabania), profundamente incentivado e encorajado por ele. O professor é assim: um entusiasta da ousadia, dos desafios. E eu admiro muito isso.
Conheço poucas pessoas tão determinadas e obstinadas quanto ele. Não à toa, é uma referência muito importante para comunicação política de Mato Grosso e um dos pioneiros nos estudos sobre audiovisual científico no Brasil. Que honra ter tido ele como professor na graduação, no mestrado, e ainda poder contar, diariamente, com seus ensinamentos no PNB Online. Obrigada por toda a gentileza e por tudo o que aprendi ao longo desses anos. Desejo vida longa, saúde e muita felicidade sempre!
O gestor da melhor ideia – Por Taísa Amiden
Pedro foi meu professor na graduação, e poder trabalhar com ele hoje é seguir aprendendo o tempo todo.
O fato dele se considerar “gestor da melhor ideia” mostra o quanto está aberto a ouvir, trocar e confiar nas pessoas. Ele tem essa habilidade de fazer a gente acreditar mais no que é capaz e, quando percebe, o projeto aconteceu.
Sempre elegante e cavalheiro, mesmo nos momentos de pressão ou prazos apertados, é um gentleman até nas cobranças. É um privilégio enorme conviver com ele, mesmo que isso signifique acordar às 5h da manhã e já ter a pauta do dia no celular, rs.
É uma honra ser sua aluna, colega de trabalho e poder chamá-lo de amigo.
Obrigada pelas palavras sempre no tempo certo e pelo apoio tão generoso.
Que venham mais ideias e alegrias em seu novo ciclo!

























