Demorou, mas finalmente o Ministério Público Estadual denunciou Pedro e Paulo, os primos Taques, que comandaram Mato Grosso, no crime da grampolândia pantaneira. O Ministério Público listou várias questões que considera irrefutáveis para denunciar o ex-governador Pedro taques e o ex-Chefe da Casa Civil, Paulo Taques:
1 – As gravações começaram a acontecer na época da campanha eleitoral e todos os militares implicados em gravar os adversários políticos de Taques ganharam cargos de relevância no governo; Ailton Siqueira, ex- Chefe da Casa Militar, Zaqueu Barbosa, Comandante da PM e Coronel Lesco que também foi secretário de Taques.
2 – Dentre os adversários políticos grampeados na época, o Ministério Público destaca os grampos em Janete Riva, que se candidatou a governadora, o jornalista Muvuca e o ex- candidato a governo, Lúdio Cabral. O Ministério Público deixou de enfatizar que depois da campanha, a grampolândia continuou com as gravações feitas dissimuladamente contra a deputada Janaina Riva e outros adversários e até amigos do governador. Vale lembrar que o gabinete do vice-governador, Carlos Fávaro foi gravado.
3 – O MP cita como relevantes as confissões feitas por Zaqueu, Lesco e Gerson Barbosa, três dos militares envolvidos no crime da grampolândia e ressalta que agiram a mando de Pedro Taques, que seria o maior interessado em saber da movimentação e conversas dos seus adversários políticos.
4 – A participação de Paulo Taques na grampolândia pantaneira é claríssima, como demonstra a interceptação telefônica contra a sua amante Tatiane Sangalli.
5 – O Ministério Público cita também a farsa montada pelo governador Pedro taques que fraudou o protocolo da Casa Civil e, por isso, tentou incriminar o promotor Mauro Zaque, à época seu secretário de segurança pública. Outro ponto relevante e que comprova o envolvimento de Pedro Taques, segundo o MP, foi o fato dele ter ignorado as denúncias que lhe foram levadas por Mauro Zaque e Fábio Galindo.
Formalizada a denúncia de fatos óbvios e de conhecimento da sociedade, depois de dois anos é de esperar que agora o poder judiciário seja mais célere no julgamento para se promover a verdadeira justiça.






















