A Polícia Federal cumpriu na tarde desta quarta-feira (02.10), em Sinop, um mandado de busca e apreensão em endereço relacionado à campanha do candidato a prefeito Roberto Dorner, medida requerida pelo Ministério Público Eleitoral e expedido pelo Juízo da 22ª Zona Eleitoral.
Durante o cumprimento das diligências, a Polícia Federal verificou que, apesar do local exibir uma placa de “aluga-se” e estar com cortinas abaixadas, funcionava como um comitê não oficial de campanha.
Os policiais flagraram o momento em que uma colaboradora realizava o pagamento de R$ 2,5 mil em dinheiro para um terceiro, prática vedada pela legislação eleitoral. No local, também foram apreendidos materiais com registros de contabilidade da campanha e mídia digital.
Diante dos fatos, os envolvidos foram conduzidos à Delegacia da Polícia Federal em Sinop/MT, para a realização dos atos de polícia judiciária pertinentes.
A colaboradora de campanha foi autuada em flagrante pela prática de crime previsto Código Eleitoral, de falsidade ideológica eleitoral/caixa 2, cuja pena máxima pode chegar até cinco anos de reclusão.
A Polícia Federal ressaltou que o combate aos crimes eleitorais é prioridade da instituição, sendo realizado em regime de urgência sempre que as circunstâncias indicarem, como no presente caso.

Outro lado
O PL em Sinop informou por meio de nota que as denúncias que levaram à decisão judicial de busca e apreensão no escritório do partido são de “cunho político, para manchar a imagem do candidato Roberto Dorner”.
Ainda segundo o PL, o local apontado como “escritório paralelo” é um escritório do PL de Sinop que está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com aluguel da sala declarado desde o dia 16 de agosto na prestação de contas.
“Não existe escritório paralelo. Agimos desde o início da campanha com legalidade em todos os pagamentos, que estão registrados na prestação de contas, com transações bancárias e comprovantes. Todos os documentos encontrados atestam a legalidade dos pagamentos feitos diretamente da conta eleitoral. O partido está colaborando integralmente para que a situação se esclareça o mais breve possível e a verdade prevaleça”, afirma nota emitida pelo jurídico do partido.
A defesa afirma ainda que não houve flagrante de entrega de dinheiro. Policiais encontraram R$ 2,5 mil de propriedade de uma colaboradora, conduziram os presentes à delegacia para esclarecimentos, e todos foram liberados.



















