A festa de posse do advogado mato-grossense Ulisses Rabaneda no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na terça-feira (12.02), em Brasília, foi palco de um episódio político que oscilou entre o cômico e o constrangedor, protagonizado pelo senador Jayme Campos e o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini.
Em uma roda de conversa composta pelo deputado estadual Carlos Avallone, o secretário-chefe da Casa Civil e deputado federal licenciado Fábio Garcia, o próprio senador Jayme Campos, o secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Cesar Miranda, e alguns membros do Poder Judiciário, Abílio decidiu se aproximar e fazer seu pedido.
Sem cerimônia, o prefeito solicitou ao senador que destinasse emendas parlamentares para Cuiabá, seguindo o exemplo dos R$ 28 milhões que Jayme já havia anunciado para Várzea Grande.
A resposta do senador veio em tom direto e preciso: estendendo a mão, disparou — “Tem que beijar a mão do velhão.” A frase arrancou risadas dos presentes, mas não do prefeito, que, desconcertado, recusou a “honraria”, alegou que não dava e se afastou do grupo.
No entanto, a suposta indignação de Abílio não durou muito. No dia seguinte, lá estava ele no gabinete de Jayme Campos, em Brasília.
Nos bastidores, circula a piada de que, além de “político-celular”, Abílio agora ostenta um novo título: “político beija-mão do velhão”.























