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Por Whatsapp, prefeito mandava contratar servidores por indicação política

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Reprodução

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Parte do esquema para a contratação irregular de servidores temporários na Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá, para, em tese, atender interesses políticos do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), acontecia por Whatsapp. É o que indica um dos relatórios técnicos concluídos parcialmente esta semana pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). 

 

O relatório apresenta análises de conteúdos armazenados no celular, apreendido no decorrer da Operação Capistrum, do ex-chefe de Gabinete Antônio Monreal Neto, com quem Pinheiro tratava diretamente sobre assuntos relacionados a currículos para possíveis nomeações a cargos junto à Prefeitura. Conforme as investigações, os pedidos eram atendidos com o objetivo do prefeito manter sua base de apoio da Câmara Municipal de Cuiabá. 

 

Entre os diálogos, Pinheiro pede que o chefe de Gabinete dê encaminhamento à contratação de Pamela Cristina Proença Navarros Duarte, informando que seria um pedido de Adilson Levante, ex-vereador de Cuiabá. Conforme as investigações, Pâmela é neta de Adilson e chegou a ser contratada pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, na Empresa Cuiabana de Saúde Pública, lotada na Coordenadoria Administrativa, no cargo de Técnico Administrativo Comercial entre agosto de 2020 e março de 2021. 

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Em outro trecho, o prefeito solicita que Monreal atenda a um pedido encaminhado pelo vereador Marcrean dos Santos Silva (PP) para a contratação de um homem identificado como Aloizio José Ferreira Miranda. Em uma busca no Portal da Transparência da Prefeitura de Cuiabá é possível encontrar que, atualmente, Aloizio possui vínculo empregatício na Secretaria Municipal de Saúde, lotado na Coordenadoria Técnica Policlínica do Planalto, exercendo cargo comissionado desde março deste ano. 

 

Os diálogos também mostram Emanuel cobrando Antônio em relação a um pedido feito pelo presidente do bairro Ouro Fino, Amauri Pereira de Almeida. De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura de Cuiabá, Amauri também possuía vínculo com a Prefeitura, que foi encerrado em setembro deste ano. Ele era Agente de Saúde. 

 

Em outro diálogo mantido entre Pinheiro e Monreal, o prefeito demonstra surpresa e certa irritação pela nomeação de uma pessoa não identificada, que seria próxima de um adversário político, chegando a determinar que o chefe de Gabinete verificasse a possibilidade da anulação daquela nomeação. A pessoa seria ligada ao ex-vereador Felipe Wellaton.  

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