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PP aposta em filiação de Bolsonaro mas manda recado: menos briga e mais trabalho

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neri geller

 

As conversações para que o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) se filie ao PP estão caminhando para a concretização. O recuo após os ataques às instituições garantiu a confiança dos progressistas, que não trabalham com a possibilidade de apoiar outro nome no pleito de 2022.

 

Confiantes na reeleição de Bolsonaro, o grupo político tem amplo espaço no Governo Federal e acumula cargos como a Casa Civil, a presidência da Câmara Federal e a liderança do Governo.

 

Deputado federal por Mato Grosso, Neri Geller (PP) disse ao PNB Online nesta segunda-feira (20/09) que a mudança de comportamento do presidente foi crucial para que a aliança se fortalecesse. As declarações ocorreram durante evento para assinatura do contrato que prevê a construção da primeira ferrovia estadual de Mato Grosso.

 

Nas manifestações de 7 de Setembro Bolsonaro fez ataques diretos aos ministros do STF e do TSE, recuou e pediu “desculpas” em Carta à Nação. A atitude, orientada pelos aliados, garantiu apoio.

 

“Hoje o nosso partido está 100% alinhado com o presidente Bolsonaro, porque temos a presidência da Câmara com o Arthur Lira, temos o líder do Governo Ricardo Barros, que está fazendo um trabalho importante para o Brasil, como o destravamento dos licenciamentos. Agora votamos a tabela do imposto de renda, e então na Câmara está muito pacificado. Na Câmara trabalhamos muito a convergência, menos briga e mais trabalho. Temos o senador Ciro Nogueira, que é o presidente do meu partido e que é o chefe da Casa Civil, então o partido está alinhado com o Bolsonaro, e na expectativa de ele vir para o partido”.

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Além de mal avaliado nas pesquisas de opinião, o presidente vinha gerando desconforto em meio aos congregados ao insistir em teses conspiratórias que podem gerar rupturas institucionais, com graves consequências ao país.

 

Ao PNB Online, aliados que publicamente defendem as bandeiras de Bolsonaro confidenciaram recentemente que a corda arrebentaria assim que o processo eleitoral fosse iniciado. O cenário mudou, mas sua preservação vai depender do comportamento do presidente.

 

“Eu sempre fui contra o radicalismo. As coisas têm que ser feitas dentro dos parâmetros legais. Se tiver algum impeachment de um ministro do STF, que seja feito pelas vias legais, pelo Senado, então tem que organizar o time do Governo para ele ter a maioria. Eu sou radicalmente contra qualquer rompimento institucional. O presidente Bolsonaro viu que a corda já estava espichando demais e que era necessário dar um passo atrás e fazer um diálogo com a base do governo para que pudéssemos pacificar. A filiação do presidente no PP vai se definir ano que vem, mas eu acho que vai se concretizar”, completou Geller.

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Nos bastidores, os partidos temem em colocar todas as fichas em Bolsonaro e se organizam para encontrar um outro nome para a Presidência da República. Nem Bolsonaro e nem Lula. O MDB, por exemplo, tem feito parte da discussão de um grupo formado por nove partidos em torno da construção de uma terceira via.

 

Em conversas reservadas, o núcleo do Progressistas tem traçado esse cenário e aposta que a eleição para o Palácio do Planalto pode até mesmo ser decidida no primeiro turno, se o presidente não mudar radicalmente o comportamento e a população não sentir no bolso uma melhoria econômica.

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