
Os níveis do rio Paraguai permanecem dentro da faixa considerada normal em Mato Grosso, mas a tendência é de queda nas próximas semanas diante da ausência de chuva prevista para a bacia. O cenário consta no Boletim de Monitoramento Hidrológico da Bacia do Rio Paraguai, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) nesta quarta-feira (12.08).
Na comparação com a mediana histórica para esta época do ano, os níveis estão abaixo do valor de referência no trecho entre Barra do Bugres e Cáceres. Em Cáceres, por exemplo, o rio estava com 100 centímetros às 7h de terça-feira (12), enquanto a mediana histórica para a data é de 160 centímetros. A estação registrou queda de 6 centímetros em sete dias e de 5 centímetros em duas semanas.
Apesar disso, o nível em Cáceres ainda está dentro do intervalo considerado normal para 12 de agosto, que varia de 49 a 300 centímetros. O boletim aponta tendência recente de descida da cota na cidade.
Em Barra do Bugres, o rio Paraguai marcou 54 centímetros, abaixo da mediana histórica de 70 centímetros para a data. Já no rio Cuiabá, na capital, o nível era de 91 centímetros, ante uma mediana de 107 centímetros. O SGB classifica os níveis dos rios Paraguai e Cuiabá como dentro da normalidade.
A redução deve continuar no curto prazo. Segundo o boletim, não há previsão de chuva significativa na bacia do rio Paraguai nos próximos sete dias. Entre janeiro e julho deste ano, no entanto, o volume acumulado de chuva ficou 5% acima da média histórica registrada entre 1998 e 2025.
As projeções apresentadas pelo SGB também indicam queda em Cáceres ao longo das próximas quatro semanas. A estação, que estava em 100 centímetros, deve atingir 96 centímetros em sete dias, 94 centímetros em 14 dias, 90 centímetros em 21 dias e 88 centímetros em 28 dias. Em Barra do Bugres, a projeção é de relativa estabilidade no curto prazo, com passagem dos atuais 54 para 53 centímetros em até duas semanas.
O monitoramento considera estações instaladas ao longo da bacia do rio Paraguai em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Os modelos utilizados pelo SGB levam em conta dados históricos dos rios e previsões de chuva para estimar o comportamento das cotas nas semanas seguintes.
























