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ELEIÇÕES 2026

Saúde, segurança, renda e ferrovias marcam planos dos candidatos ao governo de MT

Propostas entregues à Justiça Eleitoral vão de continuidade da atual gestão e expansão ferroviária a programas de renda e criação de secretaria para mulheres.

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Candidatos ao governo do Estado de Mato Grosso nas Eleições 2026 (Foto: Reprodução)

Saúde, segurança pública, educação e infraestrutura aparecem nos planos de governo dos seis candidatos ao Palácio Paiaguás, mas os documentos apresentados à Justiça Eleitoral mostram diferenças nas prioridades e nas bandeiras escolhidas por cada candidatura para o período de 2027 a 2030.

Otaviano Pivetta concentra seu programa na continuidade da atual gestão e na eficiência administrativa. Wellington Fagundes combina segurança, municipalismo e desenvolvimento. Natasha Slhessarenko organiza o plano em torno do conceito de cuidado, com destaque para saúde, educação e políticas para mulheres.

Maurício Coelho aposta em propostas voltadas à renda, ao consumo e à revisão de benefícios tributários. Sargento Laudicério divide suas prioridades entre “proteção, trabalho e produção”. Rafaell Millas, por sua vez, coloca logística e industrialização no centro do projeto. Confira o que mais ganha destaque em cada plano:

Maurício aposta em renda e poder de compra

(Foto: Reprodução)

O plano de Maurício Coelho tem entre suas principais marcas medidas para aumentar o poder de compra e movimentar a economia local. Uma delas é o Cartão Trabalho, crédito mensal de R$ 200 para trabalhadores com carteira assinada que recebam até dois salários mínimos. O benefício teria de ser utilizado no próprio mês e no município onde o trabalhador exerce sua atividade.

Coelho também propõe reduzir o IPVA de carros flex, rever benefícios tributários concedidos a grandes empresas e criar incentivos de ICMS para estabelecimentos que se instalem em bairros novos e regiões periféricas.

O funcionalismo aparece como outra prioridade. O candidato propõe manter o Fethab 2 e direcionar parte dos recursos para a recomposição salarial dos servidores. Na infraestrutura, prevê reservar R$ 1 bilhão por ano para obras indicadas por produtores, municípios, cooperativas e comunidades.

Natasha prioriza saúde, educação e mulheres

(Foto: Reprodução)

Natasha Slhessarenko estrutura o programa em sete “Frentes do Cuidado”. O plano defende que a riqueza produzida pelo estado seja convertida em serviços públicos e políticas sociais, com destaque para saúde, educação e proteção às mulheres.

Na educação, propõe alfabetização até o fim do 2º ano, concursos para professores, cumprimento do piso do magistério e cofinanciamento estadual para ampliar vagas em creches e pré-escolas. Na saúde, área de sua atuação profissional, estão previstas transparência digital das filas, mutirões regionais de exames e cirurgias e fortalecimento da atenção primária e da telessaúde.

O programa também propõe criar uma Secretaria de Estado da Mulher, com orçamento próprio, além de Casas Regionais de Cuidado da Mulher, delegacias especializadas abertas 24 horas e mecanismos de proteção a vítimas com medidas protetivas. A proposta tem ganhado destaque durante a campanha. 

Pivetta apresenta continuidade como principal bandeira

O plano de Otaviano Pivetta se apresenta como continuidade do modelo adotado pela gestão de Mauro Mendes (União) desde 2019 e repete dois conceitos: “fazimento”, associado à execução de obras e serviços, e “lucro social”, definido como o retorno dos impostos em benefícios à população.

O documento trata de responsabilidade fiscal, cobrança por resultados e parceria com os municípios. Pivetta propõe ampliar convênios com as prefeituras para pavimentação, mobilidade, saneamento e habitação e manter uma política de desburocratização para empresas e produtores.

Infraestrutura e logística também ocupam espaço de destaque, com continuidade da ferrovia estadual entre Rondonópolis, Cuiabá, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, das obras da BR-163 e da pavimentação das rodovias estaduais.

Millas coloca logística no centro do projeto

(Foto: Reprodução)

Rafaell Millas define a “Revolução Logística” como o “coração do projeto”. O objetivo declarado é transformar Mato Grosso no principal polo logístico e agroindustrial da América do Sul.

O plano prevê apoio à Ferrogrão, expansão da ferrovia estadual, integração entre diferentes malhas ferroviárias e estudos para transporte regional de passageiros. Entre as metas estão ampliar em 250 km a ferrovia estadual em operação ou implantação avançada e duplicar 400 km de rodovias estaduais por meio de concessões.

A industrialização é a outra grande frente do programa, com incentivos para processamento de algodão, couro, óleos vegetais, fertilizantes e proteína animal. Millas também propõe reduzir em 30% os cargos comissionados, ampliar a digitalização do governo e manter déficit zero durante o mandato.

Laudicério divide plano entre proteção, trabalho e produção

O programa de Sargento Laudicério é organizado a partir de três conceitos. “Proteção” reúne áreas como segurança, saúde e educação; “Trabalho” abrange emprego, empreendedorismo e qualificação; e “Produção” inclui agro, indústria, infraestrutura, energia e tecnologia.

Entre as prioridades estão recomposição de efetivos em serviços essenciais, melhoria da regulação da saúde, recuperação da aprendizagem, prevenção da violência contra a mulher, apoio às pequenas empresas e valorização dos servidores.

Na área produtiva, o candidato propõe expansão ferroviária, pavimentação, industrialização do agro, assistência à agricultura familiar, conectividade e segurança hídrica. O plano também prevê painéis públicos de metas e acompanhamento dos resultados do governo.

Wellington destaca segurança, municípios e tecnologia

(Foto: Reprodução)

Wellington Fagundes apresenta um programa amplo, com capítulos específicos para segurança pública, saúde, educação, proteção às mulheres, infraestrutura e ciência e tecnologia. O candidato também afirma que pretende adotar uma gestão municipalista, com presença nos 142 municípios.

Na segurança, aparecem combate ao crime organizado, segurança rural, fortalecimento da investigação e modernização das forças policiais. Na infraestrutura, o plano prevê investimentos em rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos, energia e conectividade.

O documento ainda dá destaque à proteção das mulheres, com ampliação de unidades integradas de atendimento, avaliação de risco e programas para autonomia econômica de vítimas de violência.

Na educação e tecnologia, Wellington propõe alfabetização em parceria com municípios, ampliação do ensino integral, uso de inteligência artificial nas escolas, ensino de robótica e pensamento computacional e expansão de centros de inovação pelo interior.

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