O despacho manuscrito do secretário Rogers Jarbas no ofício do ex-secretário da Casa Civil Paulo Taques, que pediu informações de inquéritos sigilosos, mostra a atuação do governo em apoiar, até ilegalmente, os amigos do governo suspeitos de envolvimento no caso do grampo.
O secretário Rogers Jarbas contrariando a legislação fez um despacho de próprio punho, autorizando entregar em mãos informações sigilosas do inquérito que investiga a participação de Paulo Taques e outros e- integrantes do governo no episódio conhecido como grampolândia pantaneira. Apesar do governo do Estado ter emitido nota oficial dizendo não ser verdade que Rogers Jarbas autorizou acesso ao inquérito, a verdade é que foi autorizado sim e de forma sorrateira.
Vou transcrever o despacho de próprio punho do secretário. “Ao Exmo Delegado Geral. Por se tratar de fatos em tese sigilosos, OPTO POR ENTREGAR EM MÃOS e ato contínuo requeiro que cópia do procedimento seja entregue ao delegado Flávio Stringueta para que se manifeste e, caso haja procedimento investigativo instaurado à luz da CF/88, que forneça as cópias requeridas”. Em seguida a assinatura de Rogers Jarbas.
Comentário meu: Dá para perceber leitor que o secretário Rogers Jarbas inicialmente manda entregar em mãos – OPTO POR ENTREGAR EM MÃOS E APENAS DEPOIS SEJA ENCAMINHADO AO DELEGADO DO CASO, Flávio Stringueta – ATO CONTÍNUO REQUEIRO QUE O PROCEDIMENTO SEJA ENTREGUE AO DELEGADO FLÁVIO STRINGUETA.
Diante dessas evidências que vieram a público, o desembargador Orlando Perri mandou abrir um processo investigatório para apurar a conduta do Secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas.
Essas atitudes demonstram a influência de Paulo Taques no governo atual, mesmo depois que deixou a Casa Civil e esse foi um dos fundamentos para a decretação da prisão preventiva dele, pois restou claro sua influência para dificultar a ação da justiça.
Mesmo diante de todas essas evidências, o governo de Mato Grosso emitiu nota desmentindo os fatos.

















