Relator do projeto de Lei 5482/2020 que cria o Estatuto do Pantanal, o senador Jayme Campos (União) defendeu a urgência na aprovação da matéria. Em entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, ele apontou a necessidade de um tratamento diferenciado aos pantaneiros e criticou o que classifica abandono por parte do poder público.
“O pantaneiro foi abandonado ao longo da sua história. Todo mundo tem financiamento, todo mundo tem tratamento especial, mas o Pantanal não tem nenhum tratamento diferenciado”, declarou Jayme Campos.
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Segundo o senador, é preciso criar novas vocações, como o incentivo à bioeconomia. Jayme também criticou o pouco incentivo ao turismo na região do Pantanal. “Turismo ainda é muito incipiente por causa até da infraestrutura. Não temos nem estrada para explorar o turismo. Precisamos dar ao homem pantaneiro para que ele possa de fato cuidar do pantanal”.
Jayme Campos também defende um tratamento diferenciado para o Pantanal, a partir da criação de um instrumento jurídico que favoreça o homem pantaneiro e penalize os infratores ambientais.
“O projeto inicial foi feito em laboratório, de pessoas em ar-condicionado que sentaram e elaboraram um texto que não era palatável de fato como era a realidade do Pantanal. Nós fizemos um substitutivo grande. […] Após ouvir todos os segmentos, povos originários, pantaneiros, quilombolas, nós tivemos a preocupação também de ouvir a Famato aqui e a Famasul, de Mato Grosso do Sul. Todas as entidades foram ouvidas. Para fazer um relatório substancial”, explicou o senador.
Confira a íntegra da entrevista:





















