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Sindicato alerta para votação da RGA: “Nosso voto é que coloca maus políticos”

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Nesta quarta-feira (15) a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) se prepara para uma votação crucial: a Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos. O Sindicato dos Profissionais da Área Meio do Poder Executivo de Mato Grosso (Sinpaig-MT), representado por seu presidente Antônio Wagner, tem alertado para a importância deste momento para que servidores cobrem dos deputados em que votaram.
O Governo de Mato Grosso propôs um reajuste de apenas 4%, enquanto a defasagem salarial acumulada para os servidores do executivo, segundo estudo do DIEESE financiado pelo Sinpaig, é de 19,52% desde 2018. Essa discrepância tem gerado grande insatisfação entre os trabalhadores.
Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (13), Antônio Wagner destacou a importância da participação dos servidores e da sociedade na fiscalização dos atos públicos, especialmente em um cenário onde as instituições de controle, segundo ele, têm falhado.
“Nós, enquanto entidades sindicais, temos o dever também de fiscalizar os atos da gestão pública e eu acho que esta é uma parte que deixou de acontecer durante esse governo, porque o governo começou a trabalhar para os muito ricos e os muito ricos têm muito poder”, afirmou em entrevista à Rádio Massa FM.
O presidente do Sinpaig também fez um apelo à população para que se informe e participe ativamente das decisões políticas.
“Tudo que está acontecendo, acontece porque o trabalhador vota. E quando o trabalhador vota mal, o trabalhador coloca gente que está representando não o interesse dele, mas o interesse de grupos empresariais, de gente muito rica e ele esquece que o poder público e o recurso público é para aplicar no bem comum, no bem da sociedade, para que ele tenha uma escola decente para o seu filho, para que o servidor profissional da educação seja bem remunerado e possa ter uma vida digna, para que tenham hospitais onde o servidor não morre nas filas esperando uma consulta”, declarou o presidente do sindicato.
A eleição de 2026, embora distante, já é vista como um momento crucial para a avaliação dos quadros políticos e suas propostas.
“Nós vamos ter uma eleição agora neste ano de 2026 e ela é muito importante para que a gente avalie os quadros e as suas propostas. Eu não esperava nada diferente desse governo e tinha alertado muito a todos os trabalhadores do serviço público. Parte dos nossos deputados representam apenas o agronegócio. Ou seja, aquele 1% da sociedade, os muito ricos com jato que estavam reunidos agora lá em Santa Catarina, não reúnem em Mato Grosso para definir a eleição de Mato Grosso e vão gastar aí centenas de milhões de reais nessas eleições. Então, minhas considerações finais é que o nosso voto é que coloca os bons e os maus políticos. Aqui a gente coloca os lobistas de interesses privados e não políticos bem intencionados pelo bem comum e pela sociedade que precisa de serviços públicos, como nós todos enquanto trabalhadores precisamos”, finalizou.
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