O vice-prefeito de Cuiabá, José Roberto Stopa (PV), foi detido pela Delegacia Especializada em Meio Ambiente (DEMA) nesta quinta-feira (26.12), por descarte irregular de resíduos de construção civil no Mercado Antônio Moisés (Feira do Porto). Prefeitura divulga nota oficial e declara detenção injusta.
Segundo a prefeitura de Cuiabá, o vice-prefeito estava realizando uma vistoria na segunda etapa das obras do Mercado e que a detenção foi motivada por uma denúncia. A Prefeitura ressaltou ainda que existem interesses políticos por trás da denúncia, com o objetivo de prejudicar a entrega da obra, agendada para os próximos dias.
Os policiais civis investigavam o descarte irregular de resíduos quando Stopa se apresentou como responsável pela ação. A Polícia Judiciária Civil esteve no local para apurar os fatos e conduziu o vice-prefeito à unidade policial para prestar esclarecimentos. O caso está sendo acompanhado de perto pelo procurador-geral do município.
A Polícia Civil não repassou mais informações.
Prefeitura: ”Grande injustiça”
A Prefeitura de Cuiabá divulgou uma nota oficial. Veja na íntegra:
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, classificou como uma grande injustiça a ação realizada na manhã de hoje (26), que resultou na detenção do vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa. Stopa foi conduzido pela Delegacia Especializada em Meio Ambiente (DEMA) sob acusação de crime ambiental enquanto realizava uma vistoria nas obras da segunda etapa do Mercado Antônio Moisés Nadaf, conhecido como Feira do Porto.
“Olha, muito se falou sobre o Mercado do Porto. Já ouvi algumas críticas dizendo que a obra é de qualidade duvidosa. Quero aproveitar para fazer um pedido ao povo cuiabano: antes de criticar ou mesmo elogiar, vá até o Mercado do Porto e veja com seus próprios olhos o que foi feito lá. É um legado, um padrão de qualidade digno de uma cidade de primeiro mundo. É isso que eu quero para Cuiabá!”
Ele lembrou que a primeira etapa foi entregue com grande sucesso, e agora a segunda está sendo um marco. “É algo que vai transformar aquele espaço completamente. Quem visitar vai perceber o impacto positivo dessa obra, que é um verdadeiro orgulho para a nossa gestão”.
E completou “quanto às acusações e denúncias que surgiram em relação ao Mercado do Porto, vejo uma perseguição injusta. Parece que tudo foi armado para criar um espetáculo: havia mídia pronta, câmeras posicionadas, como se estivessem esperando por isso. Não quero parecer injusto, mas é evidente que estamos lidando com algo desproporcional. Se o problema é o descarte de resíduos da obra, vamos ser francos: esse tipo de material, como concreto, não representa um dano ambiental significativo. Ainda mais em um estado onde vemos problemas ambientais de verdade sendo ignorados, como garimpos ilegais e desmatamentos em grande escala”.























