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OPERAÇÃO RAGNATELA

Vereador é alvo de operação que desarticulou lavagem de dinheiro do CV

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT) cumpriu oito ordens de prisões preventivas, 36 de buscas e apreensões, nove sequestros de bens imóveis e 13 de veículos.

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O vereador Paulo Henrique (PV) está entre os alvos da Operação Ragnatela, deflagrada nesta quarta-feira (05.06) para desarticular um núcleo do Comando Vermelho responsável pela lavagem de dinheiro em uma boate de Cuiabá. Além do parlamentar, um policial penal e um fiscal da Prefeitura de Cuiabá, que não tiveram os nomes divulgados, também estão entre os investigados.

A informação foi confirmada pela Polícia Federal, durante coletiva. Segundo o delegado Antônio Flávio, o parlamentar foi um dos alvos de mandado de busca e apreensão nesta quarta. “Identificamos que alguns agentes públicos, inclusive um parlamentar, que tem uma relação muito próxima com esses investigados, inclusive com troca de favores e recebimento de vantagens financeiras de forma indireta”.

Vereador Paulo Henrique

A Polícia Federal ainda deve apurar exatamente como era a participação do vereador. “Está sendo apurado qual o nível de participação dele, mas o que posso adiantar que já tem comprovado nos autos é que ele sim tinha uma vinculação. Identificamos que tinha uma participação dentro de uma secretaria municipal em que ele tinha pessoas ligadas a ele e essa secretaria é responsável pela fiscalização dessas casas noturnas e concessão das autorizações para realização dos shows”, explicou o delegado.

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Durante o cumprimento dos mandados, os policiais ainda apreenderam um veículo do vereador. Os alvos das prisões seria um DJ e um empresário supostamente proprietário das boates, que também tiveram veículos apreendidos.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT) cumpriu oito ordens de prisões preventivas, 36 de buscas e apreensões, nove sequestros de bens imóveis e 13 de veículos; e ainda duas ordens de afastamento de cargos públicos (policial penal e fiscal da prefeitura), quatro suspensões de atividades (casa de shows) e bloqueios de contas bancárias.

A investigação da Ficco-MT identificou que criminosos teriam adquirido uma casa noturna em Cuiabá, pelo valor de R$ 800 mil, pagos em dinheiro, com o lucro auferido por meio de atividades ilícitas. A partir de então, o grupo passou a realizar shows de MCs nacionalmente conhecidos, custeado pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promotores de eventos.

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Outro lado

A redação do PNB Online fez contato com o vereador, mas até a publicação da matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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