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EM CUIABÁ

Vereador questiona exclusão da Câmara em discussões sobre BRT e cobra tarifa a R$1

Robinson Cireia protocolou nesta terça-feira (09.07) um pedido de informação como forma de cobrar mais transparência na implantação do modal na capital.

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Vereador questiona exclusão da Câmara em discussões sobre BRT e cobra tarifa a R$1 (Foto: Assessoria)

O vereador Robinson Cireia (PT) utilizou seu espaço na tribuna da Câmara de Cuiabá nesta terça-feira (09.07) para questionar a ausência da Casa nas discussões sobre a implantação do Bus Rapid Transit (BRT) na capital. O parlamentar mencionou o incidente envolvendo o deputado Lúdio Cabral, que foi empurrado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho, no dia em que apresentou um projeto que exige a licitação obrigatória para a operação e concessão do BRT.

“Eu gostaria de perguntar aos vereadores que estão aqui: vocês foram convidados a reuniões para discutir o BRT? Não foram convidados. Nenhum de nós da comissão de transporte foi. A Câmara de Vereadores não está discutindo a concessão do BRT, não estamos debatendo o valor da tarifa. Nós não estamos debatendo nem o percurso. Protocolei aqui pedido de informação para saber o que está acontecendo, para sermos informados”, disse.

Cireia ressaltou ainda a importância da proposta de Cabral, que prevê a tarifa de R$1 no transporte público, utilizando os recursos provenientes da venda dos vagões do VLT. “O deputado Lúdio Cabral propôs a passagem a R$1 com o dinheiro da venda dos vagões do VLT. Serão quatro parcelas, e menos de uma parcela subsidia a passagem a R$1. O Lúdio não faz propostas sem apresentar questões sérias. Ele tem estudo. Ele disse de onde viria o dinheiro e fala como vai acontecer”.

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O vereador relembrou a luta histórica pelo passe livre e destacou que a ideia de transporte público acessível é possível. “Eu sou da geração que lutou pelo passe livre e duvidavam que isso aconteceria aqui, mas aconteceu. Duvidavam que aconteceria em Várzea Grande, e aconteceu. A luta para ter o transporte de qualidade e no valor acessível é totalmente possível. Mais de cem cidades do nosso país têm a tarifa zero no transporte público”.

O vereador criticou a influência da família Botelho no controle dos ônibus na cidade e elogiou a decisão do governador de retirar o aditivo que concederia essa operação à família. “Nós temos que discutir o valor, a licitação. É dentro da nossa cidade, somos a Câmara de Vereadores e temos que discutir isso. Não pode ficar só para a família Botelho e um grupo pequeno”, concluiu.

Sobre o projeto

O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de Cuiabá Lúdio Cabral (PT) apresentou, na última quarta-feira (03.07), um Protejo de Lei que prevê a obrigatoriedade de licitação de operação para a concessão do BRT em Cuiabá e Várzea Grande. O texto estabelece ainda uma tarifa de R$ 1 (um real) pelos primeiros cinco anos de funcionamento do modal.

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Conforme a proposta do pré-candidato, os recursos para subsidiar a tarifa de R$ 1 devem ser oriundos da venda dos vagões do VLT, já que o Governo do Estado irá vender os veículos ao Governo da Bahia. “Virão exatamente da venda dos vagões do VLT. O estado de Mato Grosso vai arrecadar quase R$ 1 bilhão com a venda dos vagões. Uma parte desse recurso pode, com tranquilidade, assegurar o BRT de qualidade, confortável. E há uma tarifa módica para a população de Cuiabá e de Várzea Grande”, explicou Lúdio.

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