
O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) rebateu as críticas feitas pelo senador Jayme Campos após a convenção estadual do partido que aprovou, por 30 votos a 19, o apoio à pré-candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso. Em entrevista coletiva concedida logo após o encerramento da votação, Mendes negou qualquer irregularidade na condução do processo, afirmou que todas as etapas seguiram o estatuto da legenda e atribuiu as declarações do senador ao inconformismo com o resultado.
“Lamento profundamente que o senador Jayme tenha dito isso. Nada disso foi visto aqui hoje. Tudo o que aconteceu seguiu absolutamente o regulamento eleitoral do partido”, afirmou o governador, em resposta às acusações de que a convenção teria sido desonesta e marcada pelo uso da máquina do Estado.
Segundo Mauro, a disputa interna ocorreu porque havia duas propostas formalmente apresentadas: a candidatura própria de Jayme Campos e a coligação com o Republicanos para apoiar Otaviano Pivetta. Conforme explicou, o estatuto do União Brasil determina que, diante de duas teses apresentadas por filiados, a decisão seja tomada por votação secreta dos convencionais.
O governador detalhou que a votação permaneceu aberta pelo período de cinco horas previsto no regulamento e confirmou o resultado proclamado pela comissão eleitoral: 30 votos favoráveis à coligação, 19 pela candidatura de Jayme e um voto nulo. Segundo ele, a ata da convenção será encaminhada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) e à federação União Progressista, que concluirá a homologação das candidaturas na próxima semana.
Questionado sobre as declarações de Jayme de que o processo teria sido conduzido por meio de acordos e pressões, Mauro evitou elevar o tom e disse que críticas dessa natureza não encontram respaldo nos fatos. “Tenho que dizer claramente: não posso falar sobre subjetividades que não têm âncora na verdade”, afirmou.
Ao ser perguntado se pretende buscar uma reaproximação com Jayme Campos e seu grupo político, Mauro respondeu que o diálogo continuará aberto. “Conversas na política são sempre saudáveis. É possível que haja conversas de hoje em diante, e é natural que quem perca um processo de disputa tenha algum nível de ressentimento”, declarou.
O governador também minimizou a possibilidade de o senador apoiar outro candidato ao governo, como Wellington Fagundes (PL), e disse que os filiados têm liberdade para tomar suas decisões políticas. “Tudo é possível. Não tenho medo de nada. Os partidos são livres, as pessoas são livres para tomar o caminho que bem desejarem”, afirmou.
Durante a entrevista, Mauro ainda informou que convocará para o próximo dia 5 a reunião da União Progressista, federação formada por União Brasil e PP, etapa em que será concluída a homologação das candidaturas, incluindo seu nome para disputar uma vaga ao Senado Federal.





















