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EM CHAPADA DOS GUIMARÃES

Estudo técnico aponta falhas e governo deve rever obra no Portão do Inferno

Plano de retaludamento anunciado como solução definitiva está sob revisão; especialistas já haviam apontam riscos da obra.

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Estudo técnico aponta falhas e governo deve rever obra no Portão do Inferno (Foto: Governo de Mato Grosso)

O projeto de retaludamento do paredão do Portão do Inferno, na MT-251, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães, pode ser descartado. Segundo o governador Mauro Mendes (União), estudos geológicos mais aprofundados identificaram inconsistências na proposta inicial, e a Secretaria de Infraestrutura de Mato Grosso (Sinfra) precisou revisar completamente a solução anunciada como definitiva para conter o risco de deslizamentos. A decisão final deve ser anunciada até o fim de junho.

“É uma análise muito técnica. Não é uma decisão do governador, nem do secretário”, disse Mendes nesta terça-feira (24.06) à imprensa. “Os estudos iniciais mostraram uma grande dificuldade, quase impossibilidade de prosseguir naquela rota inicial.” Ele afirmou que a nova análise foi motivada por diferenças geológicas não detectadas nos levantamentos preliminares. “Foi colocada máquina lá em cima, houve mobilização de recurso e complexidade gigante para fazer sondagem do topo do morro para baixo.”

Além do retaludamento, que é uma técnica que prevê o corte e afastamento da pista em relação ao paredão instável, outras alternativas chegaram a ser cogitadas, como viaduto, ponte ou túnel. A obra foi anunciada em 2023 como medida emergencial após a decretação de situação de emergência diante do risco de escorregamentos na encosta, onde já ocorreram interdições e rachaduras.

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Em setembro do ano passado, especialistas já haviam alertado para possíveis problemas na proposta do governo estadual, mas, em audiência pública realizada na Câmara Municipal de Chapada dos Guimarães, nenhum representante do Executivo compareceu. Durante a ocasião, o promotor de Justiça Leandro Volochko questionou a fundamentação técnica que embasou o decreto de emergência, conforme noticiado pelo veículo local Alô Chapada.

“Existe um estudo que aponta para uma ‘iminência de ruptura’, e essa expressão coloca qualquer autoridade em alerta. Contudo, precisamos de uma fundamentação técnica mais precisa. O estudo foi feito por meio de uma foto”, disse à época.

Especialistas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) também criticaram o plano inicial e defenderam a revogação do caráter emergencial da obra. O professor Cleberson Ribeiro, do curso de Geografia, destacou que estudos desenvolvidos por seu grupo indicam que o retaludamento poderia gerar mais prejuízos do que benefícios no médio e longo prazo.

“Embora pareça uma opção mais barata a curto prazo, o custo social, econômico e ambiental será muito maior. A obra envolverá dinamitação e pode afetar o turismo, o trânsito e a própria estabilidade da área”, disse. Ele lembrou que a Sinfra possui relatórios técnicos, inclusive com mais de uma década, que já apontavam outras possibilidades, como túneis, pontes e viadutos.

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