O Ministério Público de Mato Grosso foi alvo de críticas na internet após pedir o arquivamento do chamado “Escândalo da Oi”, em que mais de R$ 300 milhões de dinheiro público foram destinados para fundos de investimentos que pertencem a pessoas ligadas ao governador Mauro Mendes (União), entre elas o empresário Robério Garcia, pai do secretário da casa Civil Fábio Garcia.
Comentários e publicações nas redes sociais mostram a indignação de cidadãos que queriam ver a denúncia do ex-procurador Pedro Taques (PSB) ser investigada. No entanto, segundo o procurador-geral de Justiça, Marcelo Ferra, o acordo foi “vantajoso” para o estado.
“Se fosse comigo, tinha justa causa, ou melhor, eu estava era preso”, diz um comentário. “Quem tem grana compra tudo”, afirmou outro internauta. “Uai, essa justiça quer passar pano para o governador?”, questiona outro cidadão.
Para o ex-governador Pedro Taques, autor da denúncia sobre o escândalo, o Ministério Público de Mato Grosso tornou-se “chapa branca”. Na avaliação de Taques, o órgão se transformou em “MPet”, trocadilho que, na leitura do ex-senador, representa a docilidade de promotores e procuradores em relação ao governo estadual.
“A cúpula do MP, nos últimos anos, tem sido chapa-branca, como diz o procurador Domingos Sávio, um MP que entrega flores, buquês de rosa para a primeira-dama, um MP que faz karaokê com o governador”, declarou.
A fala faz referência ao episódio em que o procurador-geral de Justiça, Rodrigo Fonseca, cantou karaokê fazendo dupla com o governador Mauro Mendes, em evento festivo realizado no Malai Manso.






















