O ex-governador Pedro Taques manifestou seu respeito, mas discordância, com a decisão do juiz Bruno D’Oliveira Marques, da Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá, de arquivar a Ação Popular que buscava investigar o chamado “Escândalo da Oi”. Taques enfatizou que o juiz não alegou erro técnico, como estaria sendo divulgado pela “imprensa chapa branca”, mas sim que a Ação Popular não seria o instrumento adequado para a investigação, cabendo às autoridades competentes, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas, a responsabilidade de apurar os fatos.
Taques ressaltou que o mérito da questão não foi julgado, o que significa que o juiz não afirmou que “não houve o roubo da Oi”. A principal questão que, segundo ele, precisa ser respondida à sociedade é: “onde foi parar o dinheiro?”. Ele questiona se o dinheiro do acordo foi parar nas contas de Fábio Garcia, Berinho Garcia e parentes de Mauro Mendes.
“Portanto, diferente da imprensa chapa branca que está dizendo que encerrou, não encerrou. E ele diz expressamente que as autoridades competentes têm que investigar, que é o Ministério Público que está devendo à sociedade mato-grossense, particularmente neste caso. Além disso, existe a representação no Procurador Geral da República para investigar crime de corrupção”, afirmou Pedro Taques.
O ex-governador explicou que a decisão do juiz Bruno D’Oliveira de encerrar a Ação Popular obrigatoriamente será remetida ao Tribunal de Justiça para homologação, no que é conhecido como recurso de ofício.
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