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Promotor reinstala investigação sobre desmonte no Samu na gestão Pivetta

Relatório do Ministério da Saúde indicou falhas no sistema de comunicação integrado ao sistema de Segurança Pública e diversas deficiências na cooperação com o Corpo de Bombeiros.

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O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Netto reinstalou na última quinta-feira (07.05) investigação para apurar desmonte no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) depois de receber dados de um relatório produzido pelo Ministério da Saúde sobre problemas no serviço realizado sob a gestão do atual governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Investigação do Ministério da Saúde aponta que o secretário de saúde, Juliano Mello, deixou funcionando apenas 6 das 10 unidades do Samu habilitadas para funcionamento em Cuiabá. Além disso, Melo paralisou motolâncias desde o dia 30 de março, embora as motos estivessem em bom estado e com seguro renovado. O relatório do Ministério da Saúde foi produzido após visita técnica realizada nos dias 23 e 24 de abril de 2026.

O relatório do Ministério da Saúde indicou também falhas no sistema de comunicação, integrado ao sistema de Segurança Pública, e diversas deficiências na cooperação com o Corpo de Bombeiros, ao contrário do que havia defendido Juliano e Pivetta publicamente.

Anteriormente ao relatório, Milton havia aceitado todas as justificativas da Secretaria de Estado de Saúde em resposta à denúncia feita pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) e resolveu arquivar as investigações. Ele mudou sua decisão após receber o relatório do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT).

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Ao reinstalar a investigação, o promotor reconheceu que tomou como verdade as alegações da Secretaria de Estado de Saúde, sem realizar novas apurações. “Com efeito, a decisão de arquivamento teve por fundamento o conjunto de elementos até então disponível nos autos, especialmente as manifestações institucionais encaminhadas pela Secretaria de Estado de Saúde e pelo Corpo de Bombeiros Militar, as quais indicavam, naquele momento, a existência de reorganização administrativa em curso, ausência de descontinuidade formal do serviço, manutenção da assistência pré-hospitalar móvel e alegada melhoria de indicadores operacionais”, afirmou o promotor Milton Mattos da Silveira Netto.

Crédito – Secom-MT
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