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TRAIRAGEM PARTIDÁRIA

Para não trair Pivetta, do Republicanos, Mauro pode trair o partido dele, o União

A pergunta que não quer calar: Mauro Mendes será leal aos compromissos partidários ou vai trair o partido dele, o União, em favor do seu projeto pessoal de apoiar Otaviano Pivetta, do Republicanos?

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O tema “traição” entrou no debate da eleição de 2026 em Mato Grosso pelas mãos do casal Virgínia e Mauro Mendes. “A gente não pode ser traíra”, afirmou a ex-primeira-dama para justificar a traição tramada contra o partido deles, o União. Querem trair o projeto de candidatura própria do União pela lealdade pessoal ao projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta, que é de outro partido, o Republicanos. Quem tem candidato próprio forte não pega candidato emprestado de outro partido, a não ser por arranjos pessoais. O União tem um pré-candidato a governador na disputa, o senador Jayme Campos.

A jornalista Giovanna Bitencourt, do site Olhar Direto, fez o registro da justificativa para a anunciada traição. A ex-primeira-dama, dona Virgínia Mendes, afirmou que ela e o marido “não podem ser traíras”. Não podem trair o acordo feito de apoiar o governador Otaviano Pivetta, pré-candidato à reeleição, que é de outro partido, o Republicanos. A traição para o casal é relativa: trair o partido pode, mas trair arranjos pessoais não. Por isso estão confortáveis em trair o partido deles, o União, cujo senador Jayme Campos é pré-candidato a governador, e que representa uma candidatura com reais chances de vitória no cenário atual.

A ex-primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União), reagiu às declarações do deputado estadual Júlio Campos (União), que tem acusado o ex-governador Mauro Mendes (União) de controlar os rumos do partido e impedir a candidatura própria do partido ao governo do estado, do senador Jayme Campos (União). 

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Segundo ela, a definição dos candidatos não depende de Mauro, mas da convenção partidária. Sim, isso se Mendes não jogar com o poder político e econômico para tentar barrar a candidatura de Jayme. Pela decisão livre de conchavos, serão os filiados do União que decidirão se vão disputar o governo com candidatura própria ou se irão a reboque da candidatura emprestada de outro partido, o Republicanos.

Ao longo de sua trajetória política, o ex-governador e ex-prefeito Mauro Mendes nunca deu bola para a lealdade partidária. Já vestiu e trocou de camisa de diferentes partidos ao longo da sua trajetória política: foi PR (Partido da República), entre 2006 e 2009. Pulou para o PSB (Partido Socialista Brasileiro), de 2009 a 2018. Depois foi do DEM (Democratas), entre de 2018 a 2022. E agora está no União Brasil, de 2022 até o momento (o partido surgiu a partir da fusão entre o DEM e o PSL).

TIRO NO PÉ

Mauro Mendes sabe, acredita-se, que ir para a eleição com um partido rachado é um tiro no pé, seja para a candidatura dele ao Senado ou seja para a candidatura de Otaviano Pivetta à reeleição para o governo.

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Do Buraco da Memória. Em 2024, na disputa interna entre o deputado federal Fábio Garcia (União) e o deputado estadual Eduardo Botelho (União), Mendes defendeu firmemente a lealdade de Garcia ao seu grupo político. Ao ponderar sobre as regras do jogo e a cobrança de fidelidade mútua, a retórica que cercou o partido destacou que rompimentos desnecessários e movimentos para fora da legenda seriam vistos como quebra de compromisso. Quando o martelo foi batido em favor de Botelho, a resposta de Fábio Garcia ao público — reforçando que, apesar de “machucado”, manteria sua “lealdade ao partido” — foi amplamente lida no meio político local como uma deferência direta à postura que Mendes exige de seus aliados para evitar dissidências vistas como “traições” ao projeto do grupo.

Agora em 2026, fica a pergunta que não quer calar: Mauro Mendes será leal aos compromissos partidários ou vai trair o União em favor do seu projeto pessoal de apoio a Pivetta, do Republicanos? 

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