O União Brasil decidiu apoiar a candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso nas eleições de outubro deste ano. Por 30 votos a 19 – e um nulo e uma abstenção – os convencionais do União em Mato Grosso decidiram rejeitar a proposta de candidatura própria de Jayme Campos ao Governo. Com isso, ganhou o grupo político ligado a Mauro Mendes, que defendia abrir mão de uma candidatura do partido para apoiar Pivetta.
A disputa interna escancarou uma cisão no partido que vinha corroendo as relações entre a família Campos e o grupo de Mendes há meses, com acusações mútuas de traição. A decisão na convenção mostrou que, apesar da vitória de um dos lados, o partido sai enfraquecido. Não houve comemoração após o anúncio do resultado. Por outro lado, houve lamentação por parte dos Campos.
“O partido decidiu que não quer candidatura própria e deseja uma coligação com o partido Republicanos. Democracia é isso. Ganha-se ou perde. A gente tem que saber perder e reconhecer que, lamentavelmente, quem não quer candidatura própria é a maioria dos convencionais. Essa decisão tem que ser soberanamente respeitada”, disse Júlio Campos.
Jayme agradeceu o apoio de lideranças do partido e dos votos a favor de sua candidatura, mas também lamentou o resultado. “Estou com a cabeça erguida. Entretanto, vou fazer um pequeno desabafo. Nunca vi na minha vida uma convenção conduzida de forma draconiana, desigual, desonesta. Não faço política na marra ou empurrado goela abaixo. Faço política respeitando o povo. Saio desta convenção tranquilo, com sensação do dever cumprido”, completou.





















