
Mato Grosso registrou taxa de desemprego de 2,2% no segundo trimestre de 2026, a segunda menor entre as 27 unidades da Federação, segundo dados da Pnad Contínua divulgados nesta sexta-feira (14.08) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O resultado representa uma queda de 0,9 ponto percentual em relação aos três primeiros meses do ano, quando a taxa estava em 3,1%. Mato Grosso foi uma das 13 unidades da Federação que apresentaram redução estatisticamente significativa no período.
Apenas Santa Catarina teve taxa menor, de 2,1%. Depois de Mato Grosso aparecem Espírito Santo, com 2,3%, Rondônia, com 2,6%, e Mato Grosso do Sul, com 2,7%. Na outra ponta, os maiores índices foram registrados no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%), Piauí (8,3%) e Sergipe (7,9%).
A taxa brasileira ficou em 5,4%, ante 6,1% no primeiro trimestre deste ano e 5,8% no período de abril a junho de 2025.
Mato Grosso também aparece entre os estados com menor subutilização da força de trabalho. O indicador ficou em 6,1%, o terceiro menor do país, atrás apenas de Santa Catarina (4,1%) e Rondônia (6%).
A taxa de subutilização considera, além dos desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e aquelas que poderiam trabalhar, mas não estavam procurando uma vaga ou não estavam disponíveis para assumir uma ocupação. A média brasileira foi de 12,9%.
Os dados nacionais mostram ainda diferenças no desemprego segundo sexo, raça e escolaridade. Entre as mulheres, a taxa foi de 6,4%, acima dos 4,6% registrados entre os homens. A desocupação também chegou a 6,9% entre pretos e 6,1% entre pardos, ante 4,2% entre brancos.
Entre os níveis de escolaridade, o maior índice foi observado entre pessoas com ensino médio incompleto, de 9%. Para quem tinha ensino superior completo, a taxa ficou em 3%.
O levantamento considera como desocupadas as pessoas de 14 anos ou mais que estavam sem trabalho, procuraram uma ocupação e estavam disponíveis para começar a trabalhar no período de referência.


























