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JUSTIÇA NA LAMA

Medeiros tenta explicar o inexplicável: projeto para proteger político investigado pela PF

O deputado federal José Medeiros, candidato a senador da extrema direita, vai passar a campanha inteira explicando para a sociedade de Mato Grosso por que teve a ideia marota e suspeita de apresentar um projeto para tentar barrar o trabalho da Polícia Federal em período eleitoral. Tenta explicar o inexplicável: proteger político investigado não é papel de senador. Cheirou mal.

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(Foto: Reprodução)

Conforme o previsto, o deputado federal José Medeiros (PL) vai passar a campanha tentando explicar por que anunciou que iria apresentar um projeto para proibir ações da Polícia Federal contra políticos suspeitos de crimes de corrupção durante o período das eleições. Uma ideia que cheirou mal e que ele teve que recuar. Agora tenta explicar, no modo da extrema direita, atacando ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Matéria do jornalista Aparecido do Carmo, do site Gazeta digital, revela a estratégia de Medeiros para conter os danos provocados pela sua ideia marota e suspeita de criar um projeto para proteger político investigado pela PF durante o período da eleição. Medeiros mira o ataque no STF, alvo predileto da extrema direita bolsonarista para sair do foco das críticas indignadas da população. O candidato a senador diz que os ministros estão usando operações policiais para ajudar a eleger os seus candidatos em diversos estados do país. A fala foi feita em vídeo postado nas redes sociais e é uma tentativa de amenizar às críticas sofridas por defender um projeto de lei para proibir operações policiais contra candidatos seis meses antes das eleições. Ele iria propor a medida, mas recuou. Até o candidato a governador do PL, senador Wellington Fagundes (PL), não poupou Medeiros das críticas, dizendo que o projeto era um “absurdo”

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MEDEIROS JOGA A JUSTIÇA NA LAMA

A narrativa de Medeiros é um amontoado de acusações genéricas. “Aqui em Mato Grosso, ministro da Corte Suprema tem os seus candidatos e estão usando poderes supremos para poder elegê-los. Recentemente nós tivemos uma operação e me manifestei sobre ela. Não defendo bandido, não defendo que ninguém fique impune, mas não posso admitir que, no país inteiro, nós tenhamos candidatos sendo escolhidos a dedo para ser apoiados e levados ao Senado por ordem ou por ações de ministros do Supremo”, afirmou Medeiros, na sua desculpa esfarrapada.

O candidato a senador que não tem coragem de citar quais candidatos adversários seriam beneficiados pela Justiça vai seguir a sua sina de explicar o inexplicável, com uma narrativa que joga lama nos ministros do STF que estariam fazendo uma “justiça-bandida”.

O deputado federal José Medeiros, candidato a senador da extrema direita, vai passar a campanha inteira explicando para a sociedade de Mato Grosso por que teve a ideia marota e suspeita de apresentar um projeto para tentar barrar o trabalho da Polícia Federal em período eleitoral. Explicar o inexplicável: proteger político investigado não é papel de senador. Cheirou mal.

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