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MEIO AMBIENTE

Alertas de desmatamento em área amazônica de MT caem 41% em agosto

Estado passou de 98 km² sob alerta em agosto de 2025 para 58 km² neste ano.

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Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom

Os alertas de desmatamento na área de Amazônia em Mato Grosso caíram 40,8% em agosto deste ano na comparação com o mesmo mês de 2025. A área detectada pelo Deter (Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), passou de 98 km² para 58 km².

Os dados foram divulgados na sexta-feira (11) pelo governo federal e pelo Inpe. Apesar da redução em Mato Grosso, a Amazônia registrou aumento de 12,1% nos alertas no mês, que passaram de 319 km², em agosto de 2025, para 358 km² neste ano.

A alta foi puxada principalmente pelo Pará, onde a área sob alerta mais que dobrou, de 74 km² para 155 km². Amazonas ficou praticamente estável, com 75 km² em agosto deste ano, ante 71 km² no mesmo mês de 2025, enquanto o Acre passou de 32 km² para 37 km².

Na análise trimestral, porém, os alertas de desmatamento diminuíram na Amazônia. Entre junho e agosto deste ano foram registrados 1.044 km², contra 1.312 km² no mesmo intervalo de 2025, redução de 20,4%. Mato Grosso respondeu por 16,2% da área detectada no período, atrás do Pará, com 43,3%, e do Amazonas, com 20,9%.

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No Cerrado, os alertas também recuaram. Foram 238 km² em agosto, 18,9% abaixo dos 294 km² registrados no mesmo mês do ano passado. Segundo o Inpe, esse foi o segundo menor resultado para agosto desde o início da série atual do Deter para o bioma, em 2018.

De junho a agosto, a área sob alerta no Cerrado caiu 9,2%, de 1.266 km² em 2025 para 1.150 km² neste ano. Mato Grosso respondeu por 15,5% do total, ficando atrás apenas do Maranhão, que concentrou 36,5%. Tocantins teve participação de 14,9%, Minas Gerais, de 8,3%, e Piauí, de 8,2%.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que os números mensais do Deter não devem ser analisados isoladamente como tendência de desmatamento. Segundo ele, os dados trimestrais indicam redução tanto na Amazônia quanto no Cerrado.

O Deter é utilizado para emitir alertas rápidos e orientar ações de fiscalização. Os números não correspondem à taxa oficial anual de desmatamento, que é calculada pelo sistema Prodes, também operado pelo Inpe.

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