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MINISTÉRIO DA SAÚDE

MT lidera focos de calor no país e tem 710 mil pessoas expostas à poluição do ar

Estado registrou 1.489 focos em uma semana; Colniza teve o segundo maior número entre os municípios brasileiros.

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(Foto: Safira Campos)

Mato Grosso liderou o número de focos de calor no Brasil entre os dias 16 e 22 de agosto, com 1.489 registros, segundo informe divulgado nesta terça-feira (25.08) pelo Ministério da Saúde. O estado também aparece entre as unidades da Federação com municípios que tiveram níveis de poluição do ar acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

No período, foram contabilizados 6.491 focos de calor no país. Depois de Mato Grosso, aparecem Pará, com 1.277 registros, Amazonas, com 966, e Tocantins, com 625. Apesar de liderar em números absolutos, Mato Grosso não apresentou quantidade de focos acima da média histórica para a semana analisada. Entre os seis estados com mais ocorrências, apenas Tocantins superou a média.

Colniza (1.065 km a noroeste de Cuiabá) foi o município mato-grossense em situação de maior destaque no levantamento. Com 321 focos, ficou em segundo lugar no ranking nacional, atrás apenas de Apuí, no Amazonas, que registrou 401. Altamira, no Pará, aparece em terceiro, com 291.

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O informe também chama atenção para os efeitos da piora da qualidade do ar. Em Mato Grosso, cerca de 710,2 mil pessoas vivem em municípios que registraram concentração de material particulado fino (MP2,5) acima do valor recomendado pela OMS por pelo menos dois dias consecutivos. Desse total, 57.576 são crianças de até quatro anos e 83.869 têm 60 anos ou mais.

O MP2,5 é formado por partículas muito pequenas suspensas no ar, capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório. Segundo o Ministério da Saúde, a exposição por dois dias consecutivos a concentrações superiores ao limite recomendado pela OMS pode estar associada ao aumento de sintomas respiratórios, problemas cardiovasculares e internações hospitalares.

Em todo o país, 775 municípios, o equivalente a aproximadamente 13,9% do total, registraram concentrações superiores a 15 microgramas por metro cúbico durante pelo menos dois dias consecutivos. A estimativa é de que 65,2 milhões de pessoas tenham sido potencialmente expostas, entre elas 3,7 milhões de crianças de até quatro anos e quase 11 milhões de idosos.

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Orientações

Diante da presença de fumaça e da piora da qualidade do ar, o Ministério da Saúde recomenda reduzir as saídas de casa, aumentar a ingestão de água e evitar exercícios e esforços físicos ao ar livre. Quando for necessário sair, a orientação é dar preferência a máscaras N95, PFF2 ou P100, bem ajustadas ao rosto.

Crianças menores de cinco anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças cardíacas, respiratórias ou imunológicas devem ter atenção redobrada. O ministério orienta a procura por atendimento médico diante do surgimento ou agravamento de sintomas.

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