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Imoralidade – O Fura fila da vacina foi institucionalizado

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O que está acontecendo em algumas regiões do país além de vergonhoso é imoral! Alguns prefeitos e secretários de Saúde decidiram – já que têm autonomia – quem eles vão vacinar primeiro. Dessa forma, eles deixam de priorizar idosos e pessoas acometidas de comorbidades para vacinar pessoas fora da linha de frente do combate à Covid-19. Os relatos são de que educadores físicos que trabalham e academias, biólogos, nutricionistas, médicos veterinários, farmacêuticos, fisioterapêutas e tantos outros estão furando fila e de forma “legal!”. Afinal de contas algumas prefeituras estão permitindo com suas canetadas. E por que as prefeituras? Porque os governos estaduais apenas distribuem as vacinas, que são repassadas pelo governo Federal. Este, por sua vez, determinou que estados e municípios tenham autonomia para estabelecerem a ordem de vacinação dentro das peculiaridades de cada localidade.

 

De acordo com a Agência Brasil, promotores de Justiça e procuradores da República de diferentes regiões estão instaurando procedimentos para apurar denúncias de favorecimento a pessoas que, mesmo não fazendo parte de nenhum dos grupos considerados prioritários, teriam recebido a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus. Levantamento da Agência aponta que, em ao menos dez estados, além do Distrito Federal, denúncias já motivaram os ministérios públicos estaduais e Federal a cobrar explicações dos governos locais sobre eventuais irregularidades na fila de prioridade, prevista no plano federal e em planos estaduais de vacinação. 

 

Segundo levantamentos realizados pela TV Globo, na região Metropolitana de São Paulo, 21, dos 39 municípios, decidiram não priorizar apenas os profissionais de Saúde da linha de frente do combate à Covid-19, deram brecha para irregularidades na vacinação. Tanto, que quem está acompanhando as notícias país afora está observando que isso está ocorrendo em muitas região do país. Entre elas estão João Pessoa (PB), Alegrete (RS) e Campinas (SP), que estão dando o mau exemplo ao criarem a chamada “institucionalização dos fura filas”. No Vale do Itajaí a Prefeitura de Blunenau (SC) está vacinando educadores físicos contra a Covid-19, pois foram incluídos no grupo prioritário de imunização pela Secretaria da Saúde, por serem considerados da área da Saúde. E são? Estão na linha de frente nos hospitais lutando contra à Covid-19?

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CUIABÁ E VÁRZEA GRANDE

 

Cuiabá e Várzea Grande, pra variar, não poderiam ficar para trás quando o assunto é fazer coisa errada, já que adotaram a mesma estratégia de deixar os idosos de lado para vacinarem profissionais da Saúde que não estão na linha de frente do combate à Covid-19. É só a pessoa ter um diploma da área de Saúde e se apresentar em um dos postos de vacinação que recebe a vacina, não interessa se está atuando na área, onde trabalha e se está na linha de frente ou não. 

 

Há relatos de que todos os funcionários de uma clínica de estética de Cuiabá teriam sido vacinados, sendo que uma das profissionais que trabalham no estabelecimento, inclusive, ostentou nas redes sociais sua carteira de vacinação como se fosse um troféu. Enquanto que os idosos ainda vão começar ser vacinados com uma estratégia que tanto a prefeitura de Várzea Grande como a de Cuiabá sabem qual será. Na Capital foi anunciado que vão  começar com idosos acima de 90 anos, mas e os demais idosos? Ora, se não tivessem feito a coisa errada, os idosos a partir de 70, por exemplo, também já poderiam receber a vacina. Baseados em qual pesquisa, em qual levantamento, de onde se tirou que qualquer pessoa formada na área de Saúde – que não está na linha de frente – tem o direito de receber a vacina antes dos idosos? 

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É claro que todos os profissionais de Saúde “que não estão na linha de frente” devem, sim, ser vacinados. Assim como todos os brasileiros, porém no momento certo e sem “passar a perna” naqueles que mais precisam, entre eles pais, tios e avós de tantas famílias. Mas não, acontece que algumas prefeituras deram um “jeitinho de legalizar” a vacinação de forma desordenada, “é legal mas não é moral”.

 

Quantas vidas poderiam ter sido salvas? Esse número vai ficar na conta e na consciência de quem facilitou essa vacinação “legal” nas pessoas que não estão na linha de frente do combate à Covid-19, e também de quem cometeu a desonestidade de furar a fila.

 

Obs: *O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na segunda-feira (8) que o governo federal divulgue, no prazo de cinco dias, a ordem de preferência dos grupos prioritários para receberem a vacina contra a covid-19. O ministro atendeu ao pedido liminar feito pela Rede Sustentabilidade. No plano de vacinação divulgado em janeiro, o Ministério da Saúde indicou os primeiros grupos que devem receber a vacina, como pessoas idosas, com deficiência e indígenas. No entanto, segundo o ministro, falta detalhamento de subgrupos em um universo de 77 milhões de pessoas. 

 

 “Isso posto, defiro parcialmente a cautelar requerida do plenário desta Suprema Corte, para determinar ao governo federal que divulgue, no prazo de 5 dias, com base em critérios técnico- científicos, a ordem de preferência entre os grupos prioritários, especificando, com clareza, dentro dos respectivos grupos, a ordem de precedência dos subgrupos nas distintas fases de imunização contra a covid-19”, decidiu. (*Agência Brasil)

 

 

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