O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) lidera um grupo de oposição que já conseguiu 30 assinaturas para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a atuação do Governo federal frente à crise da pandemia do novo coronavírus. Para instaurar uma CPI no Senado são necessárias 27 assinaturas, o que corresponde a 1/3 do quórum. Das 30 assinaturas, nenhuma é dos senadores mato-grossenses Jayme Campos, Carlos Fávaro e Wellington Fagundes.
O documento, que propõe a abertura do procedimento, afirma que a gestão de Jair Bolsonaro foi “omissa” em relação ao colapso da saúde no Amazonas e destacou a ação do Poder Executivo para impedir que fossem adotadas as medidas de isolamento social nos Estados. O documento também ressalta o posicionamento controverso do presidente da República em relação à campanha de vacinação.
Agora, o pedido será registrado na Secretaria-Geral da Mesa Diretora e os partidos podem fazer as indicações dos representantes que irão compor a comissão. Os trabalhos devem durar 90 dias e, caso os parlamentares reúnam provas de irregularidades ou ilícitos, o Ministério Público Federal pode ser acionado para que os acusados sejam responsabilizados civil ou criminalmente.
O documento já foi entregue à Secretaria-Geral da Mesa diretora do Senado nesta quinta-feira (4) e seguirá para a aprovação do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (DEM).
Assinaram o documento, os senadores: Randolfe Rodrigues, Jean Paul Prates (PT), Jorge Kajuru (Cidadania), Fabiano Contarato (Rede), Alessandro Vieira (Rede), Rogério Carvalho (PT), Renan Calheiros (MDB), Eduardo Braga (MDB), Rodrigo Cunha (PSDB), Lasier Martins (Podemos), Zenaide Maia (PROS), Paulo Rocha (PT), Leila Barros (PSB), Styvenson Valentin (Podemos), Acir Gurgacz (PDT), Álvaro Dias (Podemos), Mara Gabrilli (PSDB), Plínio Valério (PSDB), José Reguffe (Podemos), Humberto Costa (PT), Cid Gomes (PDT), Eliziane Gama (Cidadania), Major Olímpio (PSL), Omar Aziz (PSD), Paulo Paim (PT), José Serra (PSDB), Tasso Jereissati (PSDB), Weverton (PDT), Simone Tebet (MDB), Rose de Freitas (MDB).






















