ALMT

A sessão virtual extraordinária na manhã desta segunda-feira (22) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) não foi das mais produtivas para o Poder Executivo mesmo tendo o apoio da maioria do parlamento. Entre muitos discursos contrários e cobranças, o governador Mauro Mendes (DEM) sofreu uma perda significativa, politicamente, na Casa. Por 16 votos favoráveis, os deputados estaduais derrubaram o veto governamental ao projeto de lei (PL) 365/2020, que estabelece um auxílio emergencial no valor de R$ 1.100 para os professores interinos de Mato Grosso em decorrência da pandemia do novo coronavírus.
Desde 23 de março, os interinos estão com os contratos temporários suspensos já que não há aulas na rede pública de ensino como medida de prevenção à covid-19. De um modo geral, os parlamentares cobram o apoio do governo à categoria durante a pandemia. O presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), mesmo sendo um aliado de Mendes, que é do mesmo partido, defendeu a derrubada do veto do Executivo. “Tenho que pedir para o deputados que nós temos que derrubar este veto. Se o governo vier com outra proposta, vamos discutir”, ressaltou o presidente lembrando que é uma posição atípica, já que prefere se manter neutro.
Botelho também deu um recado direto ao secretário de Fazenda Rogério Gallo. “O governador através do secretário de Finanças Rogério Gallo, que só diz não para tudo que chega lá (na secretaria), estamos começando a vê-lo com outro olhar. Se ele não começar a olhar pelos pequenos, pelos professores interinos, por que o estado não pode apresentar uma proposta para eles? Será que o estado não pode começar a trabalhar para atender os pequenos através do MT Desenvolve, que vão perder a condição de funcionar? Daqui a pouco, vamos ter que retomar a economia e como estas pessoas vão ficar? Neste momento precisa dar a mão, a mão do governo, a mão que vai fazer os caras continuarem trabalhando e rendendo para o estado”, alertou o presidente da Casa.
Ele concordou com algumas críticas de outros aliados, como Wilson Santos (PSDB), mas rebateu a acusação de que o Poder Legislativo não havia feito nada pelos professores interinos. “O deputado tem razão quando diz que o veto pode ser motivo de judicialização (por parte dos professores), mas não tem razão quando fala que nós não tentamos de todas as formas resolver. O deputado Dilmar (Dal Bosco, líder do governo) pediu uma certa vez para retirar de pauta porque iria uma proposta do governo. Retiramos e ficamos aguardando. Ficamos esperando um nova proposta, tiramos o projeto de pauta. Pensamos em um voucher de R$ 600 para os professores, pedimos para o Dilmar levar a proposta. Se este veto está sendo discutido agora e porque não veio nada de lá (do Palácio Paiaguás)”, ressaltou o presidente do Legislativo estadual.
Os professores interinos todos os anos mantêm vínculo com a secretaria de Estado de Educação como força de trabalho do setor e estavam aguardando a renovação dos contratos quando as aulas foram suspensas. Por isso, entre as propostas do Poder Legislativo está o pagamento do auxílio de R$ 1.100 retroativo ao mês de março.






















