Governo de Mato Grosso

Com a determinação do fechamento do comércio em grande parte dos municípios brasileiros, na tentativa de conter a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) pelo país, a data da Páscoa, que representa grande crescimento nas vendas de chocolate, trará fortes prejuízos para os comerciantes em 2020. Levantamentos do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL) trazem expectativas negativas para o setor.
Uma pesquisa realizada pelo Ibevar projeta queda de 80% na intenção de compra não apenas de chocolate, mas quaisquer produtos de ligados à data. Os motivos são diversos. Desde a queda na renda e o medo do desemprego, até o fato de que o tradicional almoço de Páscoa não deve juntar muitas pessoas este ano, no cumprimento às orientações das autoridades sanitárias de que aglomerações sejam evitadas neste momento.
De acordo com o presidente da CDL de Cuiabá, Nelson Soares, a data, que representa aumento do faturamento, tornou-se este ano motivo de preocupação. Segundo projeção da CDL, que faz um monitoramento das consequências da pandemia no comércio local, os próximos meses serão de fechamento de empresas e aumento do desemprego de até 20% na capital.
“A verdade é que o comércio que se antecipou nas compras para a Páscoa em janeiro ou no ano passado, terá agora que lidar com a fatura e não vai ter como pagar. O comércio está preocupado em como vai pagar as contas, os salários e como não desempregar. A tendência é ter um agravamento bastante impactante nas próximas semanas”, afirma Soares.

























