
Mato Grosso (MT) tem 14 municípios entre os 30 maiores PIB (Produto Interno Bruto) do Centro-Oeste em 2021. Cuiabá fica em quarto da região, com PIB de R$ 29,7 bilhões ou 3,19% de participação, atrás de Brasília (R$ 286,9 bilhões ou 30,78%), Goiânia (R$ 59,8 bilhões ou 6,42%) e Campo Grande (R$ 34,7 bilhões ou 3,73%). Os dados são do PIB dos Municípios 2021, elaborado em parceria com os Órgãos Estaduais de Estatística, Secretarias Estaduais de Governo e Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e divulgado nesta sexta-feira (15.12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
São apresentados, a preços correntes, os valores adicionados brutos dos três grupos de atividade econômica: Agropecuária, Indústria e Serviços – além da Administração, defesa, educação e saúde públicas e seguridade social, devido à importância dessa atividade na economia brasileira –, bem como os impostos, líquidos de subsídios, sobre produtos; o PIB; e o PIB per capita. Essas informações, além de estabelecerem relações macroeconômicas, possibilitam traçar o perfil econômico de cada um dos municípios brasileiros.
Segundo a pesquisa, Rondonópolis tem o segundo maior PIB do estado, com R$ 17,2 bilhões, seguido por Sorriso (R$ 12,5 bilhões), Várzea Grande (R$ 9,9 bilhões) e Sinop (R$ 9,6 bilhões). Sapezal (R$ 6,9 bilhões), Primavera do Leste (R$ 6,9 bilhões), Campo Novo do Parecis (R$ 6,9 bilhões), Lucas do Rio Verde (R$ 6,8 bilhões) e Nova Mutum (R$ 6 bilhões) completam a lista.
No ranking dos 30 menores municípios do Centro-Oeste em relação ao Produto Interno Bruto, seis são mato-grossenses e o restante é de Goiás: Araguainha (R$ 28 milhões), Ponte Branca (R$ 31,2 milhões), Luciara (R$ 41,1 milhões), Reserva do Cabaçal (R$ 47,4 milhões), Novo Santo Antônio (R$ 56,6 milhões) e São José do Povo (R$ 58,9 milhões).
Na análise dos 100 maiores municípios do país em termos de PIB, Mato Grosso tem dois representantes: Cuiabá, na 43ª colocação e, Rondonópolis, na 78ª. Em 2021, 11 municípios brasileiros responderam por quase 25% do PIB nacional (R$ 9 trilhões) e 16,6% da população brasileira, e as 87 cidades de maiores PIBs representavam, aproximadamente, 50% do total e 36,7% da população do país. Em 2002, no entanto, apenas quatro municípios somados representavam cerca de ¼ da economia nacional.
Destaca-se, ainda, que os 1.306 municípios brasileiros de menores PIBs responderam, em 2021, por cerca de 1% do PIB nacional e por 3,1% da população brasileira. Os municípios das capitais representaram, em 2021, 27,6% do PIB nacional, registrando a menor participação da série. Enquanto São Paulo (SP), com 9,2%, ocupou a primeira posição, em termos de contribuição ao PIB do país, Palmas (TO) situou-se na última colocação, com 0,1%. Cuiabá tem participação de 12,75% no PIB do estado, 3,19% no PIB do Centro-Oeste e 0,33% no PIB do Brasil.
No Centro-Oeste, os municípios das capitais participavam com 44,1% do PIB, uma vez que Brasília (DF), por ser a capital do país, sozinha representava 30,8% da região. Os municípios das capitais do Norte respondiam por 36,3% do PIB regional; os dos estados das regiões Sudeste e Nordeste somavam 28,1% e 27,7%, respectivamente; e os da região Sul registraram 13%, a menor participação no contexto regional.
Já entre os 100 maiores municípios brasileiros em relação ao valor adicionado bruto da Agropecuária, porém, 30 são de Mato Grosso. Sapezal é a primeira cidade nesse ranking brasileiro, com R$ 5 bilhões, seguido por Sorriso (R$ 4,2 bilhões). Diamantino (R$ 4 bilhões) aparece em quarto lugar, Campo Novo do Parecis em quinto (R$ 3,9 bilhões), Campo Verde (R$ 2,6 bilhões), em oitavo e, Nova Mutum (R$ 2,5 bilhões), em nono.
Observa-se, em 2021, que ¼ do valor adicionado bruto da Agropecuária brasileira era concentrado em 106 Municípios, dos quais 57 (53,8%) estavam situados na região Centro-Oeste, ancorados, em sua maioria, na produção de grãos e algodão herbáceo. Os cinco maiores valores, Sapezal (MT), Sorriso (MT), São Desidério (BA), Diamantino (MT) e Campo Novo do Parecis (MT) somavam juntos 3,6% do valor adicionado bruto da Agropecuária, em 2021.























