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CASO ZAMPIERI

Coronel do Exército negociou execução de advogado por R$ 40 mil

Outros três investigados pelo assassinato de Roberto Zampieri, entre eles a mandante, o executor e o intermediário do homicídio foram presos no mês de dezembro passado, nas cidades de Patos de Minas e Belo Horizonte.

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A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) confirmou, nesta quarta-feira (17.01), que a morte do advogado Roberto Zampieri foi encomendada por R$ 40 mil. A informação foi divulgada após a prisão do coronel do Exército Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas, apontado pela Polícia Civil como financiador do assassinato.

O coronel chegou em Cuiabá nesta quarta, após sua prisão ser mantida em audiência de custódia realizada na Justiça de Minas Gerais, onde ele foi preso. Segundo a Polícia Civil, ele deve permanecer preso em uma cela no 44º Batalhão.

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Segundo a Polícia Civil, dois pistoleiros foram contratados para matar o advogado. “Tem uma pessoa que contrata esses dois pistoleiros. Essa pessoa que contrata esses dois pistoleiros é designada por alguém e quem é essa pessoa que intermedia? É justamente o coronel”, explicou o delegado Marcel Gomes.

As investigações apontaram ainda que o autor dos disparos, Antônio Gomes Silva, receberia R$ 40 mil. Ele acabou recebendo metade do valor antes do crime e receberia a outra quantia depois. Mas acabou preso três dias antes do recebimento.

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“O senhor Etevaldo é justamente a pessoa que recebe os pistoleiros em seu escritório para passar a demanda, bem como o pagamento para fazer a execução com o advogado”.

Prisões e transferências

Outros três investigados pelo assassinato de Roberto Zampieri, entre eles a mandante, o executor e o intermediário do homicídio foram presos no mês de dezembro passado, nas cidades de Patos de Minas e Belo Horizonte.

As prisões foram efetuadas por equipes da Delegacia de Homicídios de Cuiabá, com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais.

A mulher apontada nas investigações da DHPP como a mandante do homicídio foi presa na cidade de Patos de Minas, no sudeste mineiro, no dia 20 de dezembro, por uma equipe da Polícia Civil de Mato Grosso, com apoio da delegacia do município. Encaminhada à delegacia de Patos de Minas, ela foi interrogada pelo delegado Caio Fernando Albuquerque e negou que tivesse encomendado o assassinato do advogado.

Já o executor do crime foi preso na mesma data, na cidade de Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, e encaminhado à capital, onde foi interrogado pelo delegado Edison Pick, da DHPP de Cuiabá.

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No dia 22 de dezembro, também com apoio do DHPP da Polícia Civil de Minas Gerais, foi cumprido o mandado de prisão contra o terceiro envolvido na morte do advogado, apontado como o provável intermediador do crime, responsável por contratar o serviço e entregar a arma de fogo ao executor.

O crime

Roberto Zampieri tinha 56 anos e foi assassinado na noite do dia 5 de dezembro, na frente de seu escritório localizado no bairro Bosque da Saúde, na capital. A vítima estava dentro de uma picape Fiat Toro quando foi atingida pelo executor com diversos disparos de arma de fogo.

As prisões foram decretadas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá, com base nas investigações conduzidas pela equipe da DHPP de Cuiabá e contaram com apoio da Polícia Civil de Minas Gerais.

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