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SAÚDE DA MULHER

Cobertura de mamografias em MT fica abaixo do ideal, aponta estudo

Mesmo com o resultado inferior ao desejado, Mato Grosso ainda foi o estado com o maior alcance do Centro-Oeste.

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Cobertura de mamografias em MT fica abaixo do ideal, aponta estudo (Agência Brasil)

Um estudo recente divulgou que apenas 21% das mulheres entre 50 e 69 anos em Mato Grosso (MT) mamografias para rastreio do câncer de mama entre 2021 e 2022, ficando bastante abaixo dos 70% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados, provenientes do Panorama do Câncer de Mama, conduzido pelo Instituto Avon em parceria com o Observatório de Oncologia, foram obtidos a partir de informações do DATASUS, o Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (SUS).

Mesmo com o resultado inferior ao desejado, Mato Grosso ainda foi o estado com o maior alcance do Centro-Oeste. Mesmo com um aumento de 2,8 % em relação ao período de 2015 a 2016, a região foi a segunda região com os piores indicadores do Brasil em relação a realização de mamografias, com Distrito Federal empatado com Roraima com as menores coberturas (5%), seguidos por Mato Grosso do Sul (11,2%) e Goiás (13,5%).

“Dados como esses são cruciais para orientar os investimentos da rede pública de saúde nos estados, visando ampliar e aprimorar o atendimento às mulheres, além de aumentar a conscientização sobre a saúde das mamas e a importância da detecção precoce da doença”, explica Daniela Grelin, diretora executiva do Instituto Avon.

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O estudo também revelou que entre 2015 e 2022, o Centro-Oeste teve o segundo menor número de casos novos de câncer de mama no país, correspondendo a cerca de 6,2% do total nacional, ficando atrás apenas da região Norte (4,1%). Porém, a região enfrenta desafios, como o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento, que ainda ultrapassa o recomendado pela legislação brasileira.

O estudo também evidencia como a pandemia de covid-19 também teve um impacto significativo na realização dos exames de mamografia na região Centro-Oeste. Em 2020, houve uma queda de 45,1% na comparação com 2019, sendo Mato Grosso o estado mais afetado, com uma redução de 49,2%. No entanto, em 2022, a região apresentou um índice de recuperação de 27,3%, o maior do país.

Sobre o estudo

Para a realização do estudo, foram utilizadas informações públicas dos sistemas de saúde, como o DATASUS e o Instituto Nacional do Câncer (INCA). A plataforma do Panorama do Câncer de Mama, lançada em 2022, agora conta com dados atualizados e maior funcionalidade, sendo alimentada anualmente com novas informações do Ministério da Saúde.

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