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PL DO ESTUPRADOR

Gisela critica Abílio e diz e que extrema direita distorce discussão sobre aborto

Durante entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, desta sexta-feira (14.06), Gisela Simona ainda criticou a fala de Abílio Brunini.

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A deputada federal Gisela Simona (União) criticou a forma como o colega de parlamento Abílio Brunini (PL) se posicionou na defesa do projeto de Lei 1904/24, que equipara aborto a homicídio e prevê punição maior que a para crimes de estupro, para meninas e mulheres que vierem a fazer o procedimento após 22 semanas de gestação. Para a congressistas, a extrema direita tem distorcido o debate e a bancada feminina na Câmara foi impedida de debater a pauta.

“Dentro da Câmara dos Deputados tivemos uma votação que foi inclusive assustadora, antidemocrática, muito arbitrária até por parte da condução inclusive do presidente (Arthur) Lira, no sentido de que nós tivemos aí em 23 segundos a aprovação do regime de urgência de um PL que sequer foi anunciado o número do PL. Eu estava lá e, na verdade, quando a gente conseguiu entender o que estava sendo feito, já tinha aprovado. Foi muito rápido”, explicou Gisela.

Leia também: Abílio faz ataque às mulheres estupradas

Durante entrevista ao Jornal da Cultura 90.7, desta sexta-feira (14.06), Gisela Simona ainda criticou a fala de Abílio Brunini. O deputado federal, co-autor do chamado PL do Estuprador ou da Gravidez Infantil, alegou que crianças, adolescentes e mulheres que engravidam em caso de estupro são as culpadas, isto porque o ato seria porque “elas querer curtir a vida”.

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“A fala do deputado Abilio realmente ela é muito ruim e vejam que nós temos uma situação muito séria nesse PL, porque primeiro que a extrema direita coloca como se quem fosse contra esse projeto seria contra a vida. Essa distorção que esse PL traz ao Brasil, em um momento que a mulher não pôde discutir os projetos”, pontuou Gisela, ao lembrar que o projeto não deve passar pelas comissões da Casa.

Gisela Simona lembrou que na maioria dos casos de estupro as vítimas só descobrem a gravidez depois de meses ou acabam escondendo por ameaças dos estupradores. “No Brasil, a grande maioria dos estupros acontece com nossas meninas de 10, 11, 12 anos, que na verdade são violentadas por pais, padrastos, pessoas da própria família, que pedem pra ela ficar em silêncio do ato sexual e ela sequer, na verdade, sabe que está grávida”.

Para a deputada federal, a discussão principal está distorcida. “Nós deveríamos estar unidos para acabar com o estupro no Brasil, era essa união que nós precisamos, independentemente, de sigla partidária. É por isso que nós devemos lutar no Brasil”.

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Confira a íntegra da entrevista:

Veja o vídeo de posicionamento de Abílio Brunini:

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