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INQUÉRITO

PF envia ao STF imagens e depoimentos de investigação sobre venda de joias sauditas

O material faz parte do inquérito que resultou no indiciamento de Bolsonaro e mais 11 pessoas, em julho do ano passado.

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A Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pen drive contendo imagens e depoimentos colhidos nos Estados Unidos durante a investigação que apura a venda de joias sauditas recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O material faz parte do inquérito que resultou no indiciamento de Bolsonaro e mais 11 pessoas, em julho do ano passado.

O caso está atualmente sob análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliação de uma eventual denúncia ao STF. Caso a PGR decida apresentar a denúncia e ela seja aceita pela Corte, Bolsonaro pode se tornar réu no processo.

As investigações apontam que itens valiosos ofertados ao então presidente foram vendidos no exterior com o auxílio do tenente-coronel Mauro Cid, então ajudante de ordens de Bolsonaro. Em colaboração com a PF e o FBI, Cid forneceu informações detalhadas sobre endereços e nomes dos estabelecimentos onde as negociações teriam ocorrido.

Durante o inquérito, as autoridades confiscaram imagens de câmeras de segurança que mostram, por exemplo, Mauro Cid negociando a venda de relógios de luxo. Além disso, anotações, notas fiscais e fotografias foram apreendidas com autorização das autoridades norte-americanas. Esse conjunto de evidências foi reunido com base no Acordo de Assistência Jurídica em Matéria Penal (MLAT), um tratado bilateral firmado entre a PF e o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), que visa à cooperação entre países na área criminal.

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Participação internacional

Em abril do ano passado, uma equipe da PF viajou aos Estados Unidos para trabalhar em conjunto com o FBI na investigação. Os agentes visitaram quatro cidades americanas — Miami, Orlando, Nova York e Wilson Grove — em busca de provas e depoimentos relacionados à venda das joias.

Defesa de Bolsonaro

Os advogados de Jair Bolsonaro afirmaram, à época do indiciamento, que os presentes recebidos pela Presidência da República seguem um “rígido protocolo de tratamento e catalogação”, sobre o qual o chefe do Executivo “não tem qualquer ingerência, direta ou indireta”. A defesa classificou o inquérito das joias como “insólito”, alegando que se volta exclusivamente ao governo Bolsonaro, ignorando situações semelhantes em gestões anteriores.

 

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