O diabo está sentado em cima dos detalhes. É preciso deixar claro: os senadores que votaram contra a indicação do advogado Jorge Messias derrotaram o presidente Lula e derrotaram também os evangélicos brasileiros. “Imundície”, “Abominação”, “Setas do Inimigo”, “Desonra”, são expressões evangélicas usadas para classificar gestos que mancham a imagem do fiel, da família ou da igreja. Os senadores que derrotaram o candidato evangélico a ministro do STF vão carregar para sempre essa mácula em suas trajetórias pessoais e políticas. Como vão explicar aos evangélicos esse plano diabólico? Para derrotar Lula, jogaram no lixo político um fiel devoto que seria o segundo ministro do STF terrivelmente evangélico.
A fé evangélica foi simplesmente desprezada pelo exército diabólico dos senadores sob o comando do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do senador Davi Alcolumbre (União), presidente do Senado. A rejeição não foi pelos dois critérios que realmente importam na indicação de um ministro do STF: conduta ilibada e notório saber jurídico. Os diabólicos senadores queriam derrotar Lula, e para isso derrotaram também, na sua fúria eleitoreira, os evangélicos brasileiros.
Os evangélicos brasileiros foram derrotados e perderam a oportunidade histórica de ter mais um ministro do STF de fé evangélica. Atualmente, o único ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que se declara abertamente evangélico é André Mendonça. Com Jorge Messias, os evangélicos teriam dois ministros na Corte. Do Buraco da Memória, vale lembrar como a fé evangélica é um instrumento eleitoral da família Bolsonaro. A identidade religiosa foi o pilar central da indicação de André Mendonça em 2021, quando o então presidente Jair Bolsonaro prometeu levar à Corte um nome “terrivelmente evangélico”. Mendonça é pastor presbiteriano e, durante sua sabatina, também enfatizou sua fé, embora tenha defendido a laicidade do Estado — discurso semelhante ao adotado por Jorge Messias.

Lideranças evangélicas que também foram desprezadas pelos senadores
Vários líderes de grandes denominações manifestaram apoio público ou participaram de reuniões estratégicas a favor da indicação do evangélico Jorge Messias:
Bispo Robson Rodovalho (Sara Nossa Terra): Uma das lideranças mais próximas de Messias, participou de reuniões de articulação e elogiou publicamente a competência técnica e a fé do indicado.
Apóstolo Estevam Hernandes (Renascer em Cristo): Atuou na defesa do nome de Messias junto a outros setores religiosos, destacando a importância de ter mais um representante evangélico no STF.
Bispo César Augusto (Fonte da Vida): Também se posicionou favoravelmente, reforçando que Messias compartilha dos valores fundamentais do segmento evangélico brasileiro.
Pastor Sergio Carazza (Igreja Batista Cristã de Brasília): Pastor da igreja que Messias frequenta, foi um dos principais interlocutores entre o indicado e as demais alas evangélicas



















