Abílio Júnior (Pode) é o entrevistado do Programa Nada Pessoal, conduzido pelos jornalistas Antero Paes de Barros e Pedro Pinto de Oliveira. Ex-vereador por Cuiabá e candidato derrotado à Prefeitura, ele ficou conhecido como um político explosivo, que cobra e fiscaliza o Poder Executivo de forma incisiva, sem medir esforços ou ter receio da exposição.
Ele teve uma votação significativa no pleito de 2020 e venceu o primeiro turno contra Emanuel Pinheiro (MDB) com uma diferença de 8.264 votos. No segundo turno acabou perdendo, mas obteve a preferência de 48% do eleitorado, ficando com 129.777 votos, ou seja, uma diferença de apenas 6.094 votos para o vencedor.
Avaliando o motivo pelo qual sua vitória parece ter escorrido pelos dedos, o ex-vereador Abilio Júnior atribui sua derrota nas urnas a fatores como: corrupção, fakenews e inexperiência política. Abílio falou sobre a atual gestão, atuação do Ministério Público de Mato Grosso e fez a defesa do uso da Cloroquina, medicamento sem comprovação científica na luta contra a covid, que é apoiada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“São conjuntos de fatores. Há um posicionamento meu durante o período eleitoral, um derrame de dinheiro, fakenews e debates mal conduzidos por mim. Já fiz diversas reanálises e resumi que é preferível para esses 51% que escolheram o atual prefeito, que tenha uma conduta não tão ilibada, mas é considerado amável, do que aquele que tem um perfil voltado ao combate à corrupção, mas é considerado arrogante”.
Ele definiu a atual gestão municipal como corrupta, culpando uma parcela de servidores públicos municipais, os quais chamou de cambada. “Depois do período eleitoral eu cansei de querer agradar todo mundo. Tem uma parcela de servidores que é responsável pela má gestão.”
O candidato a prefeito de Cuiabá derrotado nas urnas, Abílio Júnior, admitiu não acreditar no Ministério Público de Mato Grosso, segundo ele, por acobertar ações como o episódio do paletó, envolvendo o atual prefeito Emanuel Pinheiro. “Não acredito no Ministério Público do Estado de Mato Grosso. Hoje não mando mais denúncias e nem aconselho a mandar”.
Confira a entrevista completa:






















