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CONVERSA ENTRE SERVIDORES

Áudio revela suspeita de corrupção no governo Mauro Mendes: “Todos participam da máfia”

Na conversa, servidor conta a colega que contratos seriam fechados em valor muito além do necessário.

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Um áudio obtido pela reportagem do PNB Online revela mais um caso de suspeita de corrupção no governo Mauro Mendes (União). Um servidor não identificado conta, em conversa com outra servidora, que contratos no governo estão sendo superfaturados e que possivelmente servidores seriam beneficiado pelo esquema.

Na conversa, o servidor conta a uma colega que contratos firmados pelo governo seriam fechados em valor muito além do necessário. Ele cita, durante a conversa, que tem feito o que pode para “enxugar” os contratos, tentando reduzir valores que são considerados exorbitantes.

– Não teve superfaturação nesse contrato?

– Não, porque eu assumi.

– E o da Corrida de Reis, lembra?

– Da Corrida de Reis com certeza teve, mas eu não estava aqui, eu estava de férias.

O núcleo da movimentação suspeita, segundo os servidores, seria na Governadoria, órgão próximo do controle do governador. De acordo com os relatos, o superfaturamento ocorre nas requisições de serviços e produtos, como locação de som, tendas, contratação de pessoal para buffet e outras ações destinadas aos eventos do governo.

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As requisições ocorrem em valor além daquele que é necessário para executar o serviço, de modo que a “sobra” do valor beneficie algum integrante do governo. No áudio, o servidor não revela quem seria o responsável pelos superfaturamentos.

Em seguida, o servidor relata outra suspeita de superfaturamento. Na conversa, ele também comenta sobre outro esquema, que consiste em fraudar diárias para receber valores a mais, mesmo sem realizar a viagem ou sem realizar todos os dias solicitados para viagem.

– Esse do Centro Espírita estava dando 300 e pouco mil e eu enxuguei para 200. Caiu tudo. Por isso que ele tá pegando na diária porque hoje em dia não tem mais evento por agora, entendeu?

– Entendi, entendi.

No diálogo, o servidor comenta que o esquema de diárias ocorre de maneira generalizada dentro do cerimonial e que há participação de todos.

– Puta merda, é uma máfia que tá ali, né

– Todos participam da máfia, todos, todos participam da máfia ali.

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– Não, eu não, nem eu, nem você.

– Todos que eu estou falando é tirando nós dois, todos ali sabem, são coniventes.

Outro lado

A reportagem procurou a assessoria de imprensa do governo do Estado, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto.

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